Novíssimo Ferrari Luce, o primeiro carro de produção em série 100% elétrico do fabricante italiano de desportivos (foto D.R.)

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Chama-se Luce, tem mais de cinco metros e de 1000 cv, e acelera de 0-100 kmh/ em 2,5 segundos. Chega em 2027 e custa... 550 mil euros

A Ferrari apresentou oficialmente o primeiro veículo de produção sem motor a combustão, marcando um momento histórico para a marca de Maranello. Batizado de Luce, este modelo elétrico quebra com as convenções e assinala a entrada do construtor italiano na era da eletrificação. Com lançamento previsto para o início de 2027, o veículo será um dos mais caros de sempre da marca de Maranello, com um preço anunciado de 550 mil euros.

O Luce distingue-se radicalmente de qualquer outro Ferrari, ao introduzir proporções nunca antes vistas na marca: mais de cinco metros de comprimento, quatro portas e cinco lugares.

O design exterior, desenvolvido em colaboração com a LoveFrom, o estúdio de Sir Jony Ive, ex-diretor de design da Apple, evidencia uma clara obsessão por superfícies limpas.

Construído sobre uma plataforma totalmente nova, o Ferrari Luce está equipado com quatro motores elétricos independentes, um por roda, alimentados por uma bateria de 122 kWh com arquitetura de 800 V. A potência total é de 772 kW (1050 cv), com um binário máximo de 990 Nm, que se traduz em 11.500 Nm às rodas devido à desmultiplicação da transmissão.

Apesar de um peso de 2260 kg com certos opcionais, as prestações são impressionantes: acelera dos 0 aos 100 km/h em 2,5 segundos, atinge os 200 km/h em 6,8 segundos e tem uma velocidade máxima de 310 km/h.

Um dos aspetos mais delicados no desenvolvimento de um Ferrari elétrico é, sem dúvida, a sonoridade. O construtor desenvolveu um sistema inovador que funciona de forma semelhante a um amplificador de guitarra elétrica. Este sistema capta e amplifica as vibrações reais provenientes dos motores elétricos e dos restantes componentes mecânicos do automóvel.

Apesar de o resultado ser tecnicamente um som artificial, este nasce de vibrações autênticas do carro, variando dinamicamente com a velocidade, a carga e o modo de condução selecionado. Com o Luce, a Ferrari não procura imitar o som de um motor V12, mas sim criar uma nova experiência de condução emocional, mantendo a identidade sonora que caracteriza a marca.

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