Jogadores do Chelsea frustrados com a derrota por 0-3 em Brighton
Jogadores do Chelsea frustrados com a derrota por 0-3 em Brighton - Foto: IMAGO

«Chelsea? Gastaram 1,75 mil milhões para andar para trás»

Carragher, ex-Liverpool, arrasou donos dos 'blues' na sequência do despedimento de Rosenior, que «estava destinado a ser devorado vivo»

Jamie Carragher, antigo futebolista e agora comentador, lançou um ataque contundente à gestão do Chelsea, afirmando que o clube precisa mais de novos proprietários do que de um novo treinador. A crítica surge na sequência do despedimento de Liam Rosenior, o quinto treinador principal a deixar o clube em quatro anos.

Para Carragher, a era da BlueCo, liderada por Todd Boehly e Behdad Eghbali, transformou uma «máquina de ganhar troféus» numa «experiência falhada e dispendiosa». Apesar de um investimento superior a 1,75 mil milhões de euros desde a aquisição em 2022, o desempenho desportivo da equipa regrediu, ao mesmo tempo que se assistiu a uma sucessão de treinadores e jogadores.

Na sua coluna no The Telegraph, o antigo defesa do Liverpool não poupou nas palavras para descrever a situação em Stamford Bridge. «Os donos do Chelsea transformaram uma máquina de ganhar troféus numa experiência falhada. A queda de Liam Rosenior é um sintoma da péssima gestão da BlueCo, que desmantelou um clube de sucesso», escreveu Carragher.

O comentador argumenta que a saída de mais um técnico sugere uma crise mais profunda. «A saída do quinto treinador principal em quatro anos em Stamford Bridge sugere que o Chelsea precisa tanto de um novo dono como de outro treinador. A era BlueCo tem sido um fracasso absoluto, um exemplo vívido da imagem sobre a substância», acrescentou, acusando ainda o clube de «pagar em excesso por uma regressão surpreendente».

Carragher acredita que a instabilidade no banco é apenas um sintoma de uma falha estrutural, onde a direção vê os treinadores como meros peões. A prioridade dada a contratos longos e a manobras financeiras ter-se-á, na sua opinião, sobreposto ao rendimento desportivo e à harmonia do plantel.

O modelo de recrutamento também foi alvo de críticas, com Carragher a sublinhar que a insistência no «modelo» afastou treinadores experientes e deixou técnicos mais jovens, como Rosenior, vulneráveis à pressão.

«Aqueles que estão no comando em Stamford Bridge queriam gerir o negócio de uma forma diferente de Roman Abramovich. Conseguiram-no, certamente, gastando mais de 1,75 mil milhões de euros para tornar o Chelsea menos bem-sucedido, menos temido, menos respeitado e menos lucrativo», afirmou.

Sobre a nomeação de Rosenior, Carragher considerou que o seu destino estava traçado desde o início. «Assim que Rosenior foi nomeado, havia a expectativa de que terminaria de forma brutal. Era uma questão de quando, não de se. O seu fim não deve dar prazer a ninguém. Os adeptos do Chelsea ficarão aliviados por ter terminado, mas no fundo sabem que o problema é como e por que é que ele foi considerado a pessoa certa para o cargo nesta fase da sua carreira», concluiu, afirmando que o técnico «estava destinado a ser devorado vivo».

Agora, o Chelsea enfrenta o desafio de encontrar um sucessor capaz de gerir um plantel extenso e de navegar as restrições impostas pela direção desportiva. Com a janela de transferências a aproximar-se e a pressão para equilibrar as contas, o clube poderá ter de vender algumas das suas estrelas, enquanto os protestos dos adeptos aumentam de tom.