Alexandre Santos esteve na época passada no FAR Rabat de Marrocos (Foto FAR Rabat)
Alexandre Santos esteve na época passada no FAR Rabat de Marrocos (Foto FAR Rabat)

Champions africana dita inédita final entre treinadores portugueses

Miguel Cardoso e Alexandre Santos conduziram Mamelodi Sundowns e FAR Rabat, respetivamente, à final da prova

Miguel Cardoso e Alexandre Santos qualificaram, este sábado, Mamelodi Sundowns e FAR Rabat, respetivamente, para a final da Champions africana, preparando-se para um inédito duelo entre treinadores portugueses em competições continentais de topo de clubes.

Na segunda mão das meias-finais, os sul-africanos do Mamelodi Sundowns ganharam na receção ao Espérance de Tunis (1-0), após o triunfo na Tunísia (1-0), enquanto os marroquinos do FAR Rabat perderam fora com os compatriotas do Berkane (0-1), beneficiando da vitória em casa (2-0).

Mamelodi Sundowns, campeão em 2016 e finalista derrotado na época passada, e FAR Rabat, vencedor em 1985, marcam encontro na final da 62.ª edição da principal competição africana de clubes, que se disputará a duas mãos, a 15 e 24 de maio, em Pretória, na África do Sul, e Rabat, em Marrocos, definindo o sucessor dos egípcios do Pyramids.

Nunca dois treinadores portugueses tinham chegado ao jogo decisivo na mesma edição de provas continentais de topo. Miguel Cardoso vai para a terceira final seguida da Champions africana, após perder com o Espérance de Tunis diante dos egípcios do Al Ahly (1-0 nas duas mãos), em 2023/24, e pelo Mamelodi Sundowns diante do Pyramids (2-3), em 2024/25.

Antes de Miguel Cardoso e Alexandre Santos, Jaime Pacheco orientou os egípcios do Zamalek em 2019/20, num desaire em duelo único frente ao rival Al Ahly (1-2), clube pelo qual Manuel José se tornou o técnico português com mais troféus continentais, ao triunfar em 2001, 2005, 2006 e 2008. Foi ainda finalista derrotado em 2007.

O recorde de Manuel José é perseguido por José Mourinho, treinador mais titulado da história do futebol português, e Abel Ferreira. José Mourinho festejou em 2003/04 com o FC Porto, último emblema fora dos cinco principais campeonatos europeus a conquistar a Liga dos Campeões, na qual voltaria a obter sucesso em 2009/10 pelos italianos do Inter. Recordista de títulos no banco dos brasileiros do Palmeiras, que comanda desde outubro de 2020, Abel Ferreira conquistou duas Libertadores em 2020 e 2021, perdendo em 2025 diante do Flamengo.

O ex-selecionador nacional Artur Jorge também levou o FC Porto ao título europeu em 1986/87.

Na Libertadores, Jorge Jesus triunfou pelo Flamengo, em 2019, cinco anos antes de Artur Jorge, recém-chegado aos brasileiros do Cruzeiro, vencer a competição ao serviço do Botafogo.

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