Chaloupek ao raio X: pontos positivos e negativos do central referenciado pelo Benfica
O Benfica continua no mercado para tentar fortalecer a sua linha defensiva. Com a eventual saída de António Silva para o Bournemoutj no horizonte, os encarnados mantêm vários perfis sob observação atenta. Um dos nomes tornados públicos é o de Stepan Chaloupek, central do Slavia Praga.
A evolução do futebolista tem sido meteórica. O jovem central deu o salto definitivo para a seleção principal da Chéquia, somando a estreia absoluta como internacional A e marcando já presença no relvado no primeiro jogo do Campeonato do Mundo.
Agressividade e leitura de jogo no topo da liga
No Slavia, o central fixou-se numa linha recuada assente num sistema de três defesas. Chaloupek sobressai pela leitura antecipada dos lances e pela agressividade na recuperação da bola. Segundo os dados de análise estatística da Driblab, surge no topo no campeonato checo no capítulo dos desarmes bem-sucedidos e das interceções.
A sua forma de defender assenta na proatividade. O checo não hesita em sair da linha defensiva para travar a construção adversária em zonas adiantadas. Apresenta igualmente um registo assinalável no número de remates bloqueados por partida, demonstrando coragem e capacidade de encaixe no duelo direto.
Segurança no passe e margem de evolução
Com a bola nos pés, prima pela eficácia e pelo critério. Apresenta uma taxa de acerto no passe na ordem dos 85 por cento. Lidera ainda os índices de segurança da competição local, sendo o defesa com menor número de ações falhadas no seu próprio meio-campo.
Quando assume a fase de construção, procura servir os colegas em zonas adiantadas do terreno. Cerca de 48 por cento dos seus passes têm uma trajetória vertical. Apesar de registar um volume total de passes por jogo ainda moderado, a sua qualidade de entrega gera uma ameaça esperada (expected threat) superior à da maioria dos centrais da prova.
É aqui que entra a margem de evolução. Um central de equipa grande tem de ter, cada vez mais, qualidade no passe, sobretudo no progressivo. Tem crescido nesse capítulo, porém ainda não está ao nível ideal. Resta saber o que quer Marco Silva desse central da direita, sendo que ainda tem Tomás Araújo — que tem passado por limitações físicas — e Lenglet fez crescer a qualidade da construção encarnada.
Velocidade de elite para controlar a profundidade
No plano físico, a velocidade de ponta surge como o seu principal argumento atlético. Chaloupek regista picos de velocidade máxima na casa dos 34,7 km/h, o que o coloca entre os defesas mais rápidos do futebol checo. E aqui sim pode encaixar numa defesa com um Lenglet mais lento.
Esta capacidade de aceleração em campo aberto é fundamental para gerir o espaço nas costas da defesa. O central consegue recuperar a posição com facilidade e cobrir grandes superfícies quando a equipa atua com um bloco subido.
A combinação de poder físico, leitura de jogo e a rápida maturidade demonstrada na seleção principal transformam num central com potencial. Chaloupek reúne bons argumentos e algumas debiilidades. Poderá ser útil no conjunto encarnado, mas dependerá sempre do plano que o clube tiver para o jogador que procura.