Já vencedora em 2023, Demi Vollering venceu o Tour de France pela segunda vez! IMAGO
Já vencedora em 2023, Demi Vollering venceu o Tour de France pela segunda vez! IMAGO

Célia Géry alvo de «ameaças de morte» após incidente no Tour

Apesar da vitória da neerlandesa Demi Vollering (FDJ United-Suez), a Volta a França feminina continua ao rubro e nem a presença de Tadej Pogacar à namorada, com uma t-shirt especial, desvia as atenções da renhida competição na estrada

A ciclista francesa Célia Géry recebeu «ameaças de morte» na sequência de um desentendimento com a polaca Kasia Niewiadoma durante a oitava etapa da Volta a França, no sábado. A denúncia foi feita pelo seu diretor desportivo, Lars Boom.

O incidente ocorreu na fase final da etapa, quando Niewiadoma, da equipa Canyon//SRAM, acusou Géry de a ter encostado «contra as barreiras» momentos antes do ataque decisivo da sua líder, Demi Vollering. A ciclista polaca confrontou a campeã francesa perante os jornalistas após a corrida, questionando-a diretamente: «Porque fizeste isso? Fazia parte do vosso plano?».

Quem manda é a Urska!

Pogacar leva muito a sério o papel de namorado perfeito e vestiu-se a rigor para o efeito, como mostra uma fotografia do L´Equipe. O esloveno deixou o papel de estrela do ciclismo mundial para assumir o de namorado e adepto, marcando presença na última etapa do Tour de France Femmes, em Nice, para apoiar a compatriota e namorada, Urska Zigart. Pogacar apareceu entre os espectadores com uma camisola branca especialmente dedicada à ciclista da AG Insurance-Soudal. Na frente, a mensagem não deixava dúvidas: 'Urska’s Hab', acompanhada por uma seta a apontar para cima e para a sua cara e a mensagem pode ser traduzida como 'o hábito da Urska' ou 'é da Urska'. O sentido é o mesmo e de admiração pela ciclista de Pogi, claramente, fã número um da namorada.

Além da fúria de Niewiadoma, Célia Géry foi também alvo de uma onda de reações desproporcionadas nas redes sociais.

Lars Boom, diretor desportivo da FDJ-United Suez, saiu em defesa da sua atleta em declarações ao canal Sporza. «Penso que isto é muito desagradável para a Célia», lamentou. «Vi o vídeo e não me parece nada de especial. Ela ainda deixa espaço». O antigo ciclista mostrou-se particularmente preocupado com as graves repercussões do sucedido: «Ela está a ser completamente arrasada nas redes sociais e a receber ameaças de morte. Acho isto verdadeiramente lamentável».

À entrada para a última etapa, este domingo, em Nice, apenas oito segundos separavam as duas primeiras: a camisola amarela, a neerlandesa Demi Vollering (FDJ), depois de ter vencido a sétima etapa, cortando a meta com 17 segundos sobre o duo composto pela italiana Elisa Borghini (UAE Team) e a polaca Kasia Niewiadoma (CANYON), que era a então líder. Na última etapa, Vollering confirmou e venceu o Tour feminino, repetindo o êxito de 2023.

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