Laporte em duelo com Ronaldo
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Laporte recorda Arábia Saudita: «Passava cinco horas por dia no carro»

Francês de nascimento, não podia estar mais satisfeito com naturalização espanhola

Aymeric Laporte falou sobre a opção de jogar pela seleção espanhola em vez da francesa e os bastidores da transferência para o futebol saudita, em 2023.

Atualmente ao serviço do Athletic Bilbao, o defesa-central explicou que a saída do Manchester City para o Al Nassr, em 2023, onde já estava Cristiano Ronaldo, esteve diretamente ligada às exigências financeiras dos ingleses. «Pela situação, via-me com menos minutos e a transferência na Europa teria sido difícil. Na minha mente só estava o regresso ao Athletic, mas o clube não tinha capacidade para pagar a transferência pedida pelo City. O único capaz de oferecer esse valor era o Al Nassr e aproveitei a oportunidade. Tinham contratado o Cristiano e o Mané e pensei: 'Porque não experimentar por dois anos?'», confessou o jogador, que permaneceu duas temporadas no emblema saudita, no canal de Youtube do ex-jogador Mario Suárez.

Sobre a rotina na Arábia Saudita, Laporte destacou os contrastes do dia a dia: «A experiência na Arábia Saudita pode ser boa se fores caseiro, porque há bastante trânsito. Demorava entre 45 minutos e uma hora e um quarto para ir treinar e, se quisesses sair de casa, era mais uma hora. Passava cinco horas por dia no carro. Isso dificultava as deslocações em família. Há pontos muito bons e muito maus.»

O percurso internacional foi outro dos temas em destaque. Natural de Agen, em França, o atleta naturalizou-se espanhol a 11 de maio de 2021, depois de perceber que não entrava nos planos dos gauleses. Internacional francês nas camadas jovens (Sub-17, Sub-18, Sub-19 e Sub-21), Laporte foi chamado por duas vezes à seleção principal por Didier Deschamps, em 2016 e 2017, mas nunca chegou a entrar em campo e, por isso, nunca se tornou internacional francês.

«Nasci em Agen e vivi lá até aos 15 anos. Mudei-me para Bilbau. Toda a minha família é francesa e em França sente-se muito a pátria; amei a França como o primeiro país, mas quando acontecem situações como a que vivi com França, somos levados a mudar esse pensamento. O Athletic acolheu-me e foi aqui que mais evoluí. O selecionador francês não contava comigo para nada e tomei a decisão de mudar», explicou.

Estreou-se pela seleção de Espanha em 2021 e, depois de ter conquistado a Liga das Nações 2023, o Euro 2024 e o Mundial 2026, o central sente pertença: «Conquistar o Mundial, a Nations e o Europeu... mesmo que não tivesse sido assim, sentiria o mesmo orgulho. A minha mulher, a minha família e os meus filhos são daqui. Sinto-me identificado com Espanha. Concordámos que era uma oportunidade única que não se podia deixar escapar.»

Com grande parte dos objetivos alcançados, mantém apenas uma ambição pendente na carreira, depois de ter regressado ao País Basco, de onde saiu em 2017 para o City: «Estão quase todos cumpridos. Um título europeu com o Athletic seria algo mágico.»

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