Treinador do Benfica falou sobre ambiente na equipa e mostrou-se orgulhoso dos seus jogadores

Cassiano Klein antevê dérbi: «Seria talvez a vitória mais importante da minha vida»

Treinador do Benfica desvalorizou vantagem na eliminatória frente ao Sporting e abordou aspeto mental da equipa

Cassiano Klein, treinador do Benfica, fez a antevisão ao decisivo dérbi com o Sporting, da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futsal. Na primeira mão, na Luz, os encarnados venceram por 4-3 com um golo de Diego Nunes mesmo a fechar.  

Benfica e Sporting avançam para o quinto dérbi esta temporada, com vantagem para as águias (duas vitórias, um empate e uma derrota). Apesar dos muitos duelos, Cassiano Klein ainda acredita na existência de segredos de parte a parte. 

«Tiras sempre lições num jogo destes. Quando a equipa faz algo bom, só há uma maneira de aprenderes com ela e procurar desconstruir se te está a atacar ou defender. Tens de procurar estratégias. A grande virtude de quem ataca é a criatividade. O grande jogador é aquele que cria. As duas equipas têm isso», começou por dizer o treinador, em declarações aos jornalistas.  

Nos últimos dois dérbis, o Benfica foi atrás do prejuízo e conseguiu um empate e uma vitória. Cassiano Klein elogiou o ambiente da equipa.  

«A nossa equipa está a ter um ambiente muito bom, o balneário é muito bom. Orgulho-me, porque convives com pessoas que gostam umas das outras, que se admiram... Às vezes, cometemos o equívoco de só admirar as pessoas que estão longe de nós, os ídolos que estão longe, e as pessoas que estão ao teu lado diariamente, que lutam por ti, não admiras tanto. Posso afirmar que temos um respeito e uma admiração muito grandes entre nós pela entrega que está a acontecer. E talvez seja isso que, lá no finalzinho dos jogos, faça com que olhemos uns para os outros acreditemos que somos capazes de nos ajudarmos. Precisamos mais do que nunca de fazer isso na sexta-feira», apontou, confessando que não precisará de ganhar a segunda mão para admirar os seus jogadores. 

«O que fizemos na época passada não foi fácil e este ano estamos a competir muito bem. Não posso ser injusto em 50 ou 40 minutos, acabar o jogo, e se vencermos dizer que são fantásticos e se perdemos que não são. Seria talvez a vitória mais importante da minha vida. Se pudesse trocar por tudo, trocaria. Quero muito presentear estes adeptos que nos apoiam. O Benfica merece, os jogadores merecem, mas temos um jogo duro pela frente. Espero, quando o jogo acabar, que o Benfica mereça e conquiste essa vaga [na final four]», acrescentou, aprofundando sobre a importância do lado mental, um aspeto em que o Benfica melhorou desde a chegada de Cassiano Klein.  

«Acredito muito na preparação e no trabalho. Olharmos para trás e lembrarmo-nos dos desafios que passámos. São esses desafios que nos tornam melhores. Queremos sempre as coisas melhores. A parte mental, na minha opinião, vem do trabalho árduo. Podes falar coisas bonitas, mas se não tiveres ações, as coisas não vão resultar. Temos um jogo decisivo, sabemos o adversário que temos pela frente, por quem temos o máximo respeito. Temos esses 40 minutos para jogar com uma intensidade muito alta», disse, não dando importância à vantagem na eliminatória. 

«Se estou atrás do marcador, não posso mudar a maneira de jogar. Se estou à frente, também não. Se recuar a defesa, quem me garante que não vou sofrer? Tens de ter uma identidade. Se ganharmos, vamos continuar a trabalhar, se perdermos, temos uma cultura», destacou. 

Cassiano Klein desvalorizou a ausência de Taynan e o facto de Zicky Té não estar a 100 por cento.  

«No ano passado, o Sporting estava sem dois atletas e comeram-nos vivos. Quem veste a camisola do Benfica e do Sporting tem de estar pronto para jogar. Claro que todos os jogadores gostariam de ter a equipa completa. Acredito que será 50/50. Como desde que cheguei, mesmo os jogos que perdi por discrepância de golos, era 50/50», completou.