Benfica queria gerir, mas teve de esforçar-se para vencer
A receção ao Fundão, pela 17.ª jornada da Liga, colocava-se para o Benfica precisamente no meio do dérbi de Champions, a duas mãos, frente ao Sporting, nos quartos de final da prova e a gestão, naturalmente, passou pela cabeça das águias, que cumpriram o objetivo de vencer a que se propunham, não sem antes ter sido obrigadas a suar (6-4).
Os primeiros dez minutos foram de superioridade mais acentuada para os encarnados, que alcançaram uma vantagem de 2-0 graças aos golos de Carlinhos, aos três minutos, num remate que conheceu ainda um desvio num defensor adversário, e André Coelho, aos 8’, num livre batido de forma colocada a partir da esquerda.
Se muitos acharam que o Benfica partia para um final de tarde descansado… enganaram-se. O Fundão, sem pressão, reduziu aos 16’, num grande golo de Pedro Marques numa diagonal da esquerda para o centro, em progressão e a ultrapassar dois adversários e, pouco depois, aos 18’, restabeleceram a igualdade por Mário Freitas, num lance de insistência que havia culminado numa bola ao poste.
Os beirões galvanizaram-se e operaram a reviravolta aos 22’ no bis de Pedro Marques, que beneficiou de uma infelicidade do guarda-redes Léo Gugiel na tentativa de defender a bola, e o campeão viu-se obrigado a puxar dos galões e resgatar o empate aos 26’ no bis de Carlinhos, assistido por Peléh.
Só a partir de meio da segunda parte as águias conseguiram, finalmente, puxar para si o controlo da partida e do resultado com o 4-3, num potente remate cruzado de Arthur, e o 5-3, por Peléh, que recuperou a bola perante o guarda-redes avançado do Fundão e não desperdiçou perante a baliza deserta.
Corajoso, o Fundão ainda reduziu diferenças por Caio Pedro, aos 34’, mas o Benfica voltou a explorar a ousadia do seu adversário e Arthur voltou a explorar uma situação de 5x4 para atirar para uma baliza desguarnecida e sentenciar o 6-4 final para o líder do campeonato, que também manteve a invencibilidade na competição.
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