Benfica foi até ao último segundo para vencer o primeiro 'round' contra o Sporting
Jogaço no Pavilhão da Luz superou todas as expectativas. Benfica e Sporting deram espetáculo na primeira mão dos quartos de final da UEFA Futsal Champions League, mas, no final, foram as águias que sorriram, com uma vitória por 4-3.
O início da partida foi tudo o que se esperava. As equipas entraram com a intensidade e a entrega que o melhor dérbi do mundo exigia e o espetáculo agradeceu. O Benfica começou ligeiramente por cima, apostando, sobretudo, na velocidade dos alas – com Pany Varela, Kutchy, Diego Nunes e Arthur em evidência –, mas rapidamente o Sporting equilibrou, procurando o conhecido jogo de pivô – a cargo de Rocha, Allan Guilherme e o regressado Zicky Té. Estratégias diferentes, mas com pontos em comum: pressão alta e subida dos guarda-redes – fator que a equipa de Nuno Dias se empenhou em anular.
Com duas das melhores equipas a nível mundial frente a frente, as oportunidades foram-se sucedendo, com destaque para dois... cortes. Primeiro, foi Tomás Paçó a chegar à última hora quando Arthur seguia isolado; mais tarde, foi Lúcio a evitar o golo inaugural em cima da linha, para o azar de Allan Guilherme.
Mas os guarda-redes também brilhavam, Bernardo Paçó e Léo Gugiel foram parando tudo e o nó só foi desatado na sequência de uma bola parada: livre de Merlim, com Bruno Pinto a aparecer solto ao segundo poste para desviar para o golo (15’). Se na quinta-feira Pany Varela aplicou a lei do ex ao leão, desta vez foi o brasileiro dos verdes e brancos a marcar à antiga equipa.
Esperava-se a resposta do Benfica, que chegou já no final da primeira parte. Diego Nunes arrancou pela direita, cruzou e Jacaré, à boca da baliza, encostou para o 1-1 (19’), resultado que se registava ao intervalo.
Mas, se o primeiro tempo foi bom, o que dizer do segundo? Foi um hino ao futsal. Com 28’, Merlim marcou um livre direto para o fundo das redes e recolocou o Sporting na frente. Três minutos depois, Higor trabalhou bem na linha de fundo e serviu Arthur, que atirou certeiro.
A partida seguiu num ritmo alucinante e, apenas 29 segundos depois, Zicky Té espalhou magia e fez o terceiro do Sporting. A resposta encarnada não tardou e foi implacácel. Uma combinação entre Higor e Raúl Moreira, com o português a finalizar, voltou a colocar tudo igual (34’) e, quando tudo apontava para o 3-3 como resultado final, surgiu o momento do jogo. No último segundo, Diego Nunes apareceu na cara de Bernardo Paçó e não desperdiçou, levando o Pavilhão da Luz ao delírio.
Benfica venceu o primeiro round e segue em vantagem para o duelo da segunda mão dos quartos de final, no próximo dia 6 de março, no João Rocha.