Bruno foi condenado a 22 anos de prisão
Bruno foi condenado a 22 anos de prisão - Foto: IMAGO

Caso Bruno: passaporte de Eliza Samudio surge em Portugal 15 anos depois de crime

Bruno, na altura guarda-redes do Flamengo, foi condenado por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver

O passaporte de Eliza Samudio, modelo brasileira assassinada em 2010 num caso que envolveu o ex-guarda-redes Bruno Fernandes de Souza, foi encontrado em Portugal 15 anos depois do crime. A informação foi avançada pelo site brasileiro LeoDias, que revela que o documento surgiu num apartamento arrendado no final de 2025, alegadamente «escondido ou esquecido» no interior de um livro.

Segundo o relato de um homem identificado como José, que encontrou o passaporte, o choque foi imediato ao reconhecer o nome e a fotografia da vítima, num caso que teve enorme repercussão no Brasil e a nível internacional. As autoridades confirmaram que o documento é original, único e emitido em 2006, com validade até maio de 2011, não existindo qualquer pedido de segunda via. O passaporte regista apenas uma entrada em Portugal, a 5 de maio de 2007, não havendo qualquer carimbo de saída do país ou de entradas posteriores.

Eliza Samudio foi assassinada em 2010 no Brasil, mas o corpo nunca foi encontrado. Bruno Fernandes de Souza, então guarda-redes do Flamengo, foi condenado a um total de 22 anos e três meses de prisão por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Durante o julgamento, testemunhas relataram que Eliza terá sido estrangulada e o corpo esquartejado, existindo versões que apontam para a destruição do cadáver.

O reaparecimento do passaporte em Portugal reabre interrogações em torno de um dos crimes mais mediáticos da história recente do futebol brasileiro e adensa ainda mais o mistério.