Carlos Vicens, treinador do SC Braga, apelou ao orgulho dos seus jogadores - Foto: IMAGO
Carlos Vicens, treinador do SC Braga, apelou ao orgulho dos seus jogadores - Foto: IMAGO

Carlos Vicens: «Não é como caímos, mas sim como nos levantamos»

Treinador dos guerreiros do Minho reconheceu que a última semana foi muito complicada, mas que acredita numa resposta cabal da equipa já frente ao Tondela; técnico apontou ao orgulho do grupo, de forma a realizar uma segunda metade da temporada mais consistente

Na antevisão à partida com o Tondela, que marca o início da segunda volta da Liga, Carlos Vicens falou sobre um recomeço, tal o presidente António Salvador tinha mencionado no final da partida com o Fafe que retirou o SC Braga da Taça de Portugal.

«Não é como caímos, mas sim como nos levantamos. É isso que define as pessoas e os grupos. Doeu a derrota na final? Obviamente, muito! É futebol, é um desporto e quando perdes, como profissional, o que podes fazer é levantar-te. Pode afetar o jogo seguinte? Claro. Mas, já são dois jogos e foram duros e penso que isto já tocou a todos que não vale a pena continuar com a cabeça baixa. Temos de nos levantar, é isso que nos vai definir como grupo e como profissionais deste desporto. Doeu muito, mas agora temos de olhar em frente, mostrar o que é o SC Braga, recuperar a versão em que entrámos em campo com ambição e com carácter. É agora que se vai ver do que somos feitos, de que massa é feita esta equipa e vamos ter de ter energia.»

O treinador dos guerreiros do Minho não sente que tenha o seu lugar em risco, pois está em clara sintonia com o líder máximo do clube.

«Tenho de falar apenas da minha relação atual com o presidente que é uma pessoa exigente que vive e respira SC Braga e que está sempre presente no dia a dia. A relação é boa, na qual sempre me senti seguro e estamos os dois a trabalhar muito arduamente para o presente e o futuro do clube. Dedicação exclusiva ao clube. Ele vê que estamos a trabalhar muito para o crescimento do clube e temos de olhar para trás e não só para esta partida em Fafe, pois há coisas para continuarmos a melhorar. O SC Braga tem de continuar a crescer, vê-se a evolução, mas é suficiente? Não. Por isso seguimos nesta busca diária de continuar a melhorar o rendimento da equipa. Obviamente, amanhã temos de ver uma reação da equipa que tem de se ver que dão tudo por esta camisola. Vamos ter dificuldades, não há jogos fáceis nesta Liga, porque há nível neste campeonato mesmo que por vezes se olhe para outros lados e não para o futebol. Amanhã temos de fazer muitas coisas bem, não há outro caminho», apontou o técnico que explicou como é o grupo recebeu as palavras de António Salvador.

«Encaramos com união, com a sensação de termos de aprender com os erros e retirar tudo aquilo que foram estas duas exibições. Iniciarmos um caminho em que temos de lutar pelas competições em que estamos, numa em que estamos pelo menos no playoff e noutra em que temos de ganhar jogos para começarmos a consolidar esse quarto lugar. Acreditar no projeto, trabalhar, acreditar em todos, analisar os erros e olhar em frente. Tudo começa amanhã com o primeiro jogo da 2.ª volta, em que temos de fazer uma exibição na qual se note que a equipa quer dar uma resposta e não é preciso recuar muito para vermos isso e é isso que temos de recuperar amanhã.»

Para esta deslocação a Tondela, na 18.ª jornada, este domingo às 18 horas, Carlos Vicens quer uma resposta cabal dos seus jogadores aos dois desaires consecutivos que custaram títulos.

«Em relação ao primeiro jogo há dois erros de passe que dão os golos ao Tondela, mas ganhamos claramente. Este Tondela tem uma organização defensiva diferente e uma forma de procurar o espaço também. Tenta explorar os espaços e, claro que na procura de pontos dos quais necessita, esperamos um Tondela agressivo em busca da nossa baliza. Todos os jogadores têm de dar tudo por esta camisola, que sejamos equipa mais que nunca, que haja uma reação em forma de luta, de equipa e quanto ao futebol temos de estar na nossa melhor versão.»

Já ao ser questionado se considera que a temporada está a ser medíocre, o timoneiro dos arsenalistas preferiu apontar para o final.

«Ainda não terminou. Se lhe querem chamar medíocre, podem chamar. Já são 36 jogos. Não fizemos os 17 da Liga de semana a semana. Recuperámos nove pontos em relação ao quarto lugar, em que a equipa mostrou exibições boas. Todos viram em cenários difíceis como esta equipa deu a cara e mostrou. Num processo, há altos e baixos. Claro que quando há um título em disputa as coisas são diferentes. Se tivéssemos perdido outro jogo qualquer e já tivéssemos um troféu, podia ser diferente, mas não aconteceu assim. Temos de recuperar e alcançar no mínimo o quarto lugar e, claro, fazer o melhor na Liga Europa», referiu o técnico que ainda explicou a ausência de Rodrigo Zalazar no embate com o Fafe, revelando que está em dúvida para este encontro.

«Vinha com uma sobrecarga no adutor, não pôde estar em Fafe e antes não tinha treinado. Ontem incorporou-se no treino e vamos ver como está.»