Carlos Carvalhal e o seu Famalicão: «Ponto mais forte é o espírito de grupo»
COMO — Carlos Carvalhal era um treinador satisfeito com a prestação da equipa nesta Como Cup 2026. Pese embora os minhotos não tenham conseguido levar de vencida a equipa da casa, ontem, no derradeiro encontro que realizaram nesta competição, o experiente técnico não deixou de elogiar a prestação dos seus jogadores.
«Foi um torneio muito positivo para nós. Não viemos para ganhar experiência, mas sim para competir e vencer. Nos dois primeiros jogos demonstrámos qualidade suficiente para chegar à final. Frente ao Crystal Palace fizemos uma excelente exibição e podíamos até ter vencido de forma confortável, mas não conseguimos concretizar as oportunidades. Isso levou-nos à discussão do 3.º e 4.º lugares, diante da equipa da casa, uma formação que disputa a Liga dos Campeões, está muito forte e apresenta já um elevado nível competitivo. Apesar das dificuldades que encontrámos durante o jogo, a equipa deu uma excelente resposta. Antes do penálti tivemos uma oportunidade clara para fazer o 2-2. Mesmo depois do 1-3, nunca desistimos, mantivemos a intensidade, demonstrámos resiliência e criámos ocasiões suficientes para chegar ao empate. Conseguimos reduzir para 3-2 e saímos satisfeitos», assumiu, sem rodeios.
Ainda que ressalvando que há algumas arestas por limar, Carvalhal assumiu que o Famalicão está pronto para iniciar o campeonato, na sexta-feira (20h15), no reduto do Estoril: «Sentimos que estamos preparados para o arranque do campeonato. Estamos ansiosos e confiantes para o que aí vem.»
O experiente treinador, que chegou neste defeso a Vila Nova, está a gostar da resposta da equipa, não só dos jogadores que já estavam no clube, como também dos reforços, e exulta com a união no seio do plantel. «O nosso ponto mais forte é o espírito de grupo. Somos uma verdadeira família. Existe entreajuda, união e uma enorme vontade de vencer. Hoje isso voltou a ser evidente. Mesmo já muito desgastados, os jogadores continuaram a lutar pelo empate frente a uma equipa de enorme qualidade, com vários internacionais. Nem sempre será possível ganhar, mas a atitude, a ambição e a capacidade de nunca desistir têm de estar sempre presentes. Até agora, a equipa tem demonstrado exatamente esses valores: união, coesão, resiliência e espírito competitivo. Esses são pilares fundamentais para fazermos uma boa época», projetou, aproveitando para dizer que Tom van de Looi (que tem estado em gestão) «deverá integrar os treinos a 100 por cento na segunda-feira». Já em Vila Nova, note-se.
Tamás Szucs confessa ser fã de Szoboszlai
COMO — De sorriso rasgado. Assim está Tamás Szucs. Os primeiros tempos do jovem médio, de apenas 21 anos, em Vila Nova só merecem elogios do jogador.
«Juntei-me a uma equipa excelente. Tenho colegas de equipa muito fortes e gosto disso. Portanto, esta é uma equipa muito boa e acho que estamos prontos para a estreia na Liga», assinalou, no final do encontro frente ao Como.
Sobre o jogo com os italianos, de resto, o internacional húngaro diz ter gostado da resposta da equipa: «Foi um jogo duro, mas acho que não estivemos mal. Criámos muitas oportunidades. Além disso, se tivéssemos marcado naqueles últimos cinco minutos, tínhamos conseguido empatar. Por isso, acho que jogámos bem. Eles estiveram um pouco melhores, mas acho que este é um bom último passo antes do campeonato.»
Tamás Szucs fez questão de dar-se a conhecer um pouco mais aos adeptos do Famalicão. «Sou um médio box-to-box, gosto de correr muito, quero marcar muitos golos e também dar muitas assistências, mas, antes de mais nada, quero ajudar a equipa o máximo possível e espero que tenhamos um excelente ano», garantiu o camisola 21 dos azuis e brancos do Minho, que assumiu que quando estava no seu país natal já acompanhava a Liga portuguesa.
Sendo magiar, a referência enquanto jogador é clara: Dominik Szoboszlai. «Ele joga no Liverpool, joga ao mais alto nível e é o melhor da sua equipa, por isso, podemos dizer que é um modelo a seguir não só para todos os jogadores húngaros, mas para todos os jovens do mundo», confidenciou aos jornalistas portugueses que estão a acompanhar esta digressão dos famalicenses em solo transalpino, dando mais uma nota sobre o ídolo: « Foi uma honra [jogar com ele na seleção A da Hungria]. Dei-lhe uma assistência, por isso foi um prazer, claro, e ele é um jogador de topo.»