Boxe impõe testes de verificação de sexo a pugilistas masculinos
A World Boxing (WB), federação internacional de boxe reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional (COI), tornou obrigatória a realização de testes de verificação de sexo para os pugilistas masculinos. A medida, que entrou em vigor esta quinta-feira, é um requisito para a participação em todas as competições sob a égide da organização.
Esta regra já se aplicava às atletas femininas desde 20 de agosto, tendo sido implementada a tempo dos Campeonatos Mundiais que a WB organizou em Liverpool no início de setembro.
All you need to know about #Olympics2024Paris 🤦♂️
— UinHurricane (@UinHurricane) July 30, 2024
Two men disguised as women will step into the Olympic #boxing ring in #France
Both were allowed to compete, although they were disqualified at last year's world championships because they failed a gender test - Taiwan's Lin (left… pic.twitter.com/IsfJi1wUMF
No caso da categoria masculina, a decisão inicial foi incentivar as federações nacionais a começarem o processo de testagem, mas sem caráter obrigatório até 1 de janeiro de 2026. A justificação prendia-se com o facto de as questões de segurança e integridade desportiva serem consideradas mais prementes na competição feminina.
A nova norma estipula que todos os pugilistas com mais de 18 anos que pretendam competir num evento sancionado pela WB devem submeter-se a um teste de PCR, ou a um teste equivalente, para determinar o seu sexo e, consequentemente, a sua elegibilidade para competir.
Imane Khelif shows off ‘feminine’ walk whilst attending Chanel show in Paris.
— Oli London (@OliLondonTV) October 7, 2025
The boxer has made an appearance, months after being barred from women’s World Boxing events after rule changes made gender tests mandatory.
Khelif did not carry out the test & appealed the decision. pic.twitter.com/omYgCn957x
Num comunicado emitido a 20 de agosto, a organização foi clara: «Qualquer atleta que não possa fornecer resultados certificados do teste de verificação de sexo não poderá participar em nenhuma competição da World Boxing».
Com esta medida, a WB tornou-se a primeira federação olímpica a impor testes de verificação de género, com o objetivo de garantir «a segurança de todos os participantes e proporcionar condições de competição equitativas».
A regra dos testes de género aplicada às mulheres foi contestada pela pugilista argelina Imane Khelif junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), conforme confirmado por este organismo a 1 de setembro. Khelif conquistou a medalha de ouro na categoria de 66 kg nos Jogos Olímpicos de Paris, no meio de uma forte controvérsia sobre o seu género, motivada por níveis elevados de testosterona.