Dedic com Spikic por perto(Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+)
Dedic com Spikic por perto(Foto: Rogério Ferreira/KAPTA+)

Bola no pé de Dedic era bola sempre perigosa (as notas do Benfica)

A maioria das jogadas perigosas do Benfica foram iniciadas/construídas pelo bósnio. Barreiro marcou golo importante, Sudakov esteve muito bem e não houve ninguém abaixo de um nível médio-alto
(7) Dedic
Bola no pé era bola em busca de perigo na área vilacondense. Deu o primeiro sinal de maior perigo aos 20’, obrigando Athanasiou, na queda, a meter mão à bola na área. O árbitro assinalou penálti, o VAR sugeriu-lhe rever o lance e Cláudio Pereira voltou atrás com a decisão. O segundo momento de grande perigo por parte do bósnio foi insólito. Voltou a entrar aos repelões pelo meio, queria abrir na esquerda para Barreiro, mas apareceu Ntoi a cortar o lance, com a bola a entrar na baliza de Miszta.

(6) TrubinA pulsação do ucraniano só acelerou ao minuto 40, quando Ntoi, de muito longe, rematou forte e a bola passou a milímetros do poste direito. Antes e depois, quase completa bradicardia.

(6) Tomás Araújo Jogo muito sossegado em termos defensivos e relativamente ousado a atacar a baliza do Rio Ave. O melhor momento aconteceu aos 12’, na sequência de canto de Sudakov, mas o desvio de cabeça saiu-lhe fraco e sem o melhor enquadramento. Remate forte, a abrir a segunda parte, para defesa segura de Miszta e, aos 69’, deixou fugir Clayton para o remate do brasileiro que acabou no fundo da baliza de Trubin. Porém, o 9 do Rio Ave estava fora de jogo.

(6) Otamendi Não foi sujeito a momentos de muita aflição e não teve oportunidade de criar perigo junto de Miszta. Noite tranquila para o capitão encarnado.

(7) DahlImpotente na marcação, em cima ou não, ao perigoso André Luiz. Uma das melhores exibições esta época do sueco, a defender e a atacar.

(7) Leandro Barreiro Não é alto e, talvez por isso, apareceu despercebido a desviar de cabeça, para o fundo da baliza, o cruzamento largo de Sudakov. Muito bom corte sobre André Luiz, já na segunda parte, quando o brasileiro partia com muito perigo do meio-campo encarnado. Aquele que é visto por muitos como uma espécie de patinho feito foi em Vila do Conde um pequenino cisne.

(7) Aursnes A época vai a meio e o norueguês soma 35 jogos e 2988 minutos. Ou seja, entrou em todos os jogos e a média de minutos é absurda: 85. Não admira, pois, que aqui e ali o número 8 tenha quebras de rendimento. Não a teve frente ao Rio Ave. Voltou ao jogo a médio centro, desta vez ao lado de Barreiro, depois de o ter feito no Dragão, primeiro com Ríos, depois com Sudakov. Mostrou-se irrepreensível a fechar o miolo.

(7) Prestianni No Dragão, há escassos dias, arrancara 15 minutos de bom nível. Desta vez, a pilha durou muito mais tempo. Raides sucessivos pela direita, imensos cruzamentos rasteiros para potenciais entradas de Pavlidis, Schjelderup ou Sudakov e alguns remates de perigo relativo. Ao minuto 15, o ponto alto. Passe atrasado para o remate de Schjelderup, o qual, sem marcação, arrancou o primeiro momento de grande perigo, com a bola a ser desviada por Miszta para o poste. Continuou a trabalhar muito e ainda a tentar criar perigo, até que, como se antevia, saiu aos 78’ para entrar João Rego.

(7) SudakovComeça a confirmar-se que, de facto, uma coisa é jogar na ala, outra é fazê-lo no meio. Sabe-se que o ucraniano gosta de ter bola e que não gosta muito de não ter espaço para com ela progredir. Em Vila do Conde teve bola e espaço e, por isso, brilhou. Foi o marcador de cantos de serviço e, na sequência de um deles, levantou a bola para a cabeça de Leandro Barreiro, que a desviou para o fundo da baliza de Miszta.

(7) Schjelderup Não era titular em jogos de Liga desde a receção ao Gil Vicente, a 26 de setembro, aparecendo solto, veloz e incisivo no regresso ao onze inicial. Teve aos 15’ oportunidade de criar perigo e o remate poderia ter dado golo, não fosse a intervenção de Miszta a desviar para o poste esquerdo. Saiu aos 62’, após uma série de jogadas a …

(6) PavlidisTerminou um jogo do Dragão com falhanço incrível e agora, nos Arcos, poderia ter feito melhor logo aos 7’, quando tinha a baliza quase aberta após corte defeituoso de Nelson Abbey. O remate do grego foi na direção da baliza, mas o inglês recolocou-se e cortou a bola. Chegou atrasado ao cruzamento de Sidny Cabral, aos 72’, na jogada em que esteve mais perto do golo. Depois, como sempre, mostrou-se incansável a lutar pela bola e a ajudar a defender, quando tal era necessário. Quando um ponta de lança não marca golos, surge sempre uma pequena deceção, mas o possante grego, sem arrancar exibição brilhante, esteve bem.

(5) Sidny Cabral Grande cruzamento aos 72’ para a potencial entrada de Pavlidis, que chegou atrasado.

(-) João RegoAlgumas tentativas para criar perigo pelo lado direito, mas sem sucesso.

(-) Manu Canto de Sidny e desvio de cabeça de Manu, já na compensação, embora sem a melhor direção.