Estádio do Bessa está sem luz por falta de pagamento de dívida por parte do clube liderado por Garrido Pereira (Foto: Boavista FC)
Estádio do Bessa - Foto: Boavista FC

Boavista autorizado a reabrir atividade

Panteras anunciaram que pedido de reabertura de atividade foi deferido pelo tribunal

O Boavista anunciou que o pedido de reabertura do estabelecimento e de atividade do clube foi deferido pelo tribunal. As panteras receberam com «satisfação» a decisão que «representa um passo importante no caminho» do clube.

O clube do Bessa garante, em comunicado, que a direção já trabalha «em articulação com a ddministradora de Insolvência, com o objetivo de definir, com a maior brevidade possível, os procedimentos necessários à reabertura, bem como as respetivas condições de funcionamento».

O Boavista encara a nova etapa com« responsabilidade, serenidade e determinação, consciente de que este é um processo que exige rigor, cooperação e o contributo de todos».

O histórico do futebol português foi notificado pela administradora do processo de insolvência, Maria Clarisse Barros, a 15 de julho, do encerramento de todas as atividades desenvolvidas pelo clube no Estádio do Bessa e espaços adjacentes, após terem falhado o depósito na conta da Massa Insolvente dos credores do clube do valor necessário para «assegurar as despesas correntes da estrutura do clube em junho, assim como o défice estimado das modalidade», superior a 48 mil euros.

Contudo, uma onda de solidariedade permitiu ao movimento ‘Salvar o Boavista’ angariar cerca de 90.000 euros nas últimas semanas na tentativa de travar o encerramento de atividade.

De acordo com o despacho do Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, ao qual a agência Lusa teve acesso, os axadrezados podem reabrir atividade caso assegurem as despesas mensais correntes com regularidade até ao fim da presente época. As panteras devem ainda depositar o montante estimado até ao oitavo dia de cada mês e comprová-lo até ao décimo, juntamente com um «relatório financeiro simplificado demonstrativo da angariação de donativos e receitas correntes».

De acordo com o mesmo documento, o incumprimento dessa condição e a consequente acumulação de novas dívidas «implicará a cessação imediata da autorização concedida pelo tribunal», ficando Maria Clarisse Barros mandatada para «proceder ao novo encerramento do estabelecimento, sem necessidade de prévia audição da devedora ou de nova ordem judicial».

O Boavista deixou «uma palavra de saudação e profundo agradecimento a todos aqueles que, de forma direta ou indireta, contribuíram para que este passo fosse possível, em particular aos seus sócios e adeptos, aos credores e a todos quantos, ao longo deste período, demonstraram o seu compromisso e apoio ao clube.»

«O Boavista Futebol Clube continuará a trabalhar com sentido de responsabilidade e união, procurando criar as condições necessárias para retomar a sua atividade e continuar a honrar a sua história, os seus valores e a sua identida», finalizaram.

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