Benfica: «Temos qualidade e potencial para ganhar a Youth League»
Tomás Soares foi um dos oitos jogadores do Benfica que se sagraram campeões europeus e mundiais de sub-17 por Portugal, em 2025. O avançado tem dividido a presente época entre participações nos juniores e nos sub-23, somando sete golos em 16 jogos disputados.
O avançado, que já foi chamado por José Mourinho aos treinos da equipa principal, não escondeu o «orgulho» pelas estreias dos colegas nas águias e na seleção Anísio Cabral, Daniel Banjaqui e José Neto, em entrevista ao Jornal O Benfica. Tomás Soares considera que a aposta na prata da casa encarnada serve de motivação: «São o sinal de que, se fizermos as coisas bem, se trabalharmos bem, podemos ser recompensados com uma chamada à equipa principal. Sem precipitações, será quando tiver de ser, acreditando sempre no processo e no plano que o Benfica tem para nós.»
Acreditamos sempre no plano que o Benfica tem para nós
Tomás Soares recordou o momento em que Anísio Cabral marcou na estreia pela equipa principal das águias, diante do Estrela da Amadora, a 25 de janeiro: «Nós que conhecemos os dois, percebemos o que se passou naquela jogada que eles tantas vezes imaginaram juntos. Aquele é um golo à Anísio, e um cruzamento à Banjaqui. Ficámos muito felizes por eles.»
O jovem avançado das águias defende que Banjaqui e Anísio «são dois jogadores com muito potencial», que integram uma geração que luta pela conquista da UEFA Youth League. Tomás Soares acredita na conquista da prova pela segunda vez na história das águias: «É um desejo meu e de todos os jogadores e da estrutura no Benfica Campus. Ajudaria bastante o Clube a ser reconhecido como a melhor academia do mundo, se ganhássemos de novo e acho que temos qualidade e potencial para ganhar a competição.»
«Sei que há quem diga que a nossa geração é das melhores do Benfica Campus, mas isso não nos envaidece. Pelo contrário, dá-nos a responsabilidade de lutar pela conquista da prova, mesmo sabendo que vamos encontrar equipas muito fortes, com uma fisicalidade diferente das que encontramos em Portugal. É um objetivo que temos», frisou Tomás Soares. As águias qualificaram-se para os oitavos de final da prova, depois de terem vencido o Slavia Praga (3-2), na quarta-feira.
«O Benfica é o clube do meu coração»
Tomás Soares, natural de Freamunde, rumou ao Benfica Campus em 2020, com 12 anos. O benfiquismo vem de berço, tal como o sonho de representar as águias: «Sou de uma terra onde existem muitos portistas, mas também existem muitos benfiquistas. Sempre me imaginei, desde pequeno, a jogar no Benfica, porque é o meu clube do coração.»
«Se há coisa que o Benfica faz bem é receber os novos jogadores. É mesmo a nossa segunda família, e, como a primeira, também não deixa que nos falte nada», frisou. O vançado móvel que já descaiu para as alas e para o meio-campo no Seixal, admitiu o apreço por jogadores de ligação, mas com boa relação com a baliza: «João Félix é um deles, o Lautaro Martínez outro. Identifico-me com esse tipo de jogadores, porque gosto muito de marcar golos, mas também gosto de participar no jogo da equipa, assistir os meus companheiros. Seria a posição onde mais facilmente me veria a jogar na atual equipa do Benfica, a combinar com o ponta de lança.»
O avançado de 18 anos sonha representar as águias, mas, por agora, tem outros objetivos: «A única coisa que tenho no meu pensamento é marcar golos, ganhar jogos e revalidar o título de campeão nacional sub-19.»