Benfica tem plano para atacar a época e uma ideia que recusa
O Benfica já definiu a estratégia para o mercado de transferências deste verão, mesmo com a liderança técnica ainda por oficializar. A entrada de Marco Silva, dependente da formalização da rescisão com José Mourinho, não trava o planeamento da estrutura do futebol profissional encarnado.
A prioridade das águias passa por abrir a porta à saída de jogadores que não se afirmaram como titulares indiscutíveis e que representam oportunidades de negócio. Um dos exemplos é Sidny Lopes Cabral: contratado ao Estrela da Amadora em janeiro por 6 milhões de euros, o lateral/extremo está a caminho do Trabzonspor por 10 milhões de euros, mais 2 milhões em objetivos.
Em sentido inverso, o Benfica pretende segurar as principais figuras do plantel, sobretudo tendo em conta o arranque antecipado da temporada. A pré-época começa a 25 de junho e o primeiro jogo oficial, a contar para a Liga Europa, está agendado para 23 de julho. Nomes como Pavlidis, Richard Ríos, Aursnes, Dedic e Schjelderup só deverão sair perante propostas consideradas irrecusáveis pela SAD.
De acordo com informações já avançadas, os encarnados apontam para valores mínimos de 50 milhões de euros por Pavlidis e 40 milhões por Schjelderup. Ainda assim, a intenção passa por manter o núcleo duro da equipa, composto pelos jogadores que mais se destacaram na última temporada.
Apesar do terceiro lugar alcançado na Liga em 2025/26, o Benfica terminou o campeonato sem derrotas, um dado valorizado internamente e que sustenta a aposta na continuidade. A estratégia passa por garantir estabilidade, evitar uma revolução no plantel e consolidar processos numa época marcada pela mudança de treinador.
Ainda assim, estão previstos reforços, com prioridade para o centro da defesa. A saída de Nicolás Otamendi, após o fim de contrato, e a ausência temporária de Tomás Araújo, ao serviço da Seleção Nacional no Mundial 2026, deixam uma lacuna no eixo defensivo que a SAD pretende solucionar.