Benfica, SAD: contas muito positivas, mas passivo volta a subir
A Benfica, SAD registou um resultado líquido positivo de €40,6 M no 1.º semestre do exercício de 2025/26, de acordo com o Relatório e Contas relativo ao período de gestão, que foi comunicado nesta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Os números dizem respeito ao período entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2025.
O resultado líquido ascende a 40,6 milhões de euros, «o que representa uma melhoria de 0,7% face ao período homólogo, correspondendo ao 3.º resultado positivo consecutivo num primeiro semestre», pode ler-se.
«Os rendimentos operacionais sem direitos de atletas ascendem a €106,9 milhões, representando um crescimento de 1,1% face ao período homólogo. Esta evolução é justificada, sobretudo, pelo aumento dos rendimentos de matchday, que registam um crescimento de 17,9%», acrescenta o documento.
Trata-se do segundo melhor registo de sempre alcançado pela SAD benfiquista num 1.º semestre. Nas últimas quatro épocas, com Rui Costa na presidência, os rendimentos operacionais sem direitos de atletas superaram sempre os €100 milhões.
As receitas de televisão atingem €27,4 milhões, o que representa igualmente um crescimento de 4,6% face ao período homólogo, sendo este aumento principalmente justificado pelas receitas associadas ao contrato da NOS. «A renovação desse contrato, formalizada em janeiro de 2026 e que permitiu estender esta parceria para as épocas 2026/27 e 2027/28, não tem qualquer impacto nos resultados deste semestre, nem terá influência nas contas deste exercício. Contudo, permitirá que as receitas de televisão da SAD continuem a crescer nas próximas épocas», informa o Benfica.
Os rendimentos totais ascendem a €198,4 milhões, o que representa um decréscimo de 7,5% face aos 214,3 milhões de euros apresentados no período homólogo. Esta diminuição é explicada, todavia, pelo decréscimo dos rendimentos com transações de direitos de atletas. «No valor global dos outros rendimentos operacionais, a Benfica SAD manteve a consistência das três épocas anteriores», justifica a SAD.
Ao nível dos custos, os gastos operacionais sem direitos de atletas ascenderam a 113,4 milhões de euros, o que equivale a uma diminuição de 6,3% face aos 121,1 milhões de euros apresentados no período homólogo, sendo esta variação justificada pela redução dos gastos com pessoal.
«O ativo apresenta um valor de 672 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 13,7% face ao final do exercício anterior, no qual ascendia a 591,2 milhões de euros. Esta variação é principalmente explicada pelo aumento do saldo das rubricas de ativos intangíveis – plantel de futebol e de clientes e outros devedores», explica o relatório, que também mostra um passivo mais alto.
«O passivo equivale a 515,1 milhões de euros, o que representa um acréscimo de 8,5% face a 30 de junho de 2025 (aproximadamente €475 milhões), principalmente explicado pelo aumento dos saldos com fornecedores e outros credores. A dívida líquida equivale a 199,4 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 1,3% face ao final do exercício anterior», informa o Benfica.