«Benfica? Não nos vergamos a nomes ou posições na tabela»
Hugo Oliveira promete um Famalicão fiel aos princípios que lhe permitiram chegar à reta final do campeonato a sonhar com um apuramento europeu.
E para o técnico dos minhotos pouco importa que do outro lado esteja «uma grande equipa como a do Benfica, treinada por um super-treinador». Porque mesmo ainda não tendo vencido um adversário do top-4 da Liga, os últimos dois jogos já valeram pontos e é só dessa forma que o Famalicão sabe entrar em campo.
«Jogamos sempre com ADN de vitória, casa ou fora. É isso que nós somos. E nesses jogos lutámos para ganhar. Somámos pontos nos últimos jogos com essas equipas, com o SC Braga e o FC Porto. Em ambos merecíamos a vitória, sobretudo com o FC Porto, mas o futebol só nos deu um ponto, mas lutámos pelos três, sendo fiéis e não nos traindo, nem vergando a nomes ou posições na tabela», declarou o técnico na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com os encarnados.
Oliveira acredita que do outro lado vai estar um adversário motivado pela subida ao segundo lugar, mas encara a partida como uma montra para voltar a mostrar o porquê de o Famalicão ser a equipa-sensação da época.
«Será um jogo extremamente difícil, frente a um adversário fortíssimo, provavelmente no melhor momento da época. Estão perto dos objetivos pelos quais estão a lutar, sabem que todos os pontos vão ser fundamentais e nós também queremos viver à procura de mais qualquer coisa. Vamos aproveitar este jogo para mostrar o nosso futebol, os nossos jogadores, quem somos e como vivemos, nota.
O técnico aponta ainda a única forma que o Famalicão tem de se bater com as águias. «Temos de ser extremamente coletivos. Essa é a única forma de combater os clubes grandes, como Benfica. Uma equipa que além do poder coletivo, tem o talento individual que vai estar em campo, no banco e até que vai ficar no Seixal».
Hugo Oliveira aproveitou ainda para deixar elogios aos jogadores de um plantel com média de idades de pouco mais de 23 anos, mas que quem vê em campo não diz ser tão jovem.
«Aquilo que sublinho mais é a maturidade de um jovem plantel, mesmo nesta fase, com jogos pesados, a lutar por objetivos. Eles nunca se traíram, mesmo em momentos de dificuldade. E isso faz-me tirar o chapéu a estes jogadores. Espero que isto siga com eles ao longo da carreira», desejou.
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