Treinador do Benfica garante que preferia estar obrigado a vencer os três jogos que faltam

Mourinho: «Estamos em 2.º, mas preferia ter de ganhar os 9 pontos»

Treinador do Benfica na antevisão ao jogo com o Famalicão

José Mourinho garantiu nesta sexta-feira que apesar de o Benfica ter passado a depender apenas dos seus resultados para assegurar o segundo lugar, preferia… um cenário mais difícil.

«Depois de tanto lutar e tantos pontos conquistados, chegamos à situação de depender apenas de nós. Pode parecer estranho, incompreensível até, mas eu preferia que precisássemos dos nove pontos para nos qualificarmos», declarou, antes de explicar a opinião com os deslizes da equipa em momentos de menor pressão.

«Em aparentes situações de maior facilidade, tropeçámos. E depois de coisas boas, tropeçámos. Falo do empate em Tondela depois e ganhar ao Real Madrid. Dos vários bons resultados sempre a ganhar que fizemos antes de empatar com o Casa Pia. Por isso, preferia ser obrigado a ganhar os nove pontos», justificou.

Nota

A BOLA tentou colocar uma pergunta ao treinador do Benfica durante a conferência, mas o assessor de imprensa não acedeu ao pedido.


De resto, o técnico garantiu já ter tido essa conversa no balneário com os jogadores para os chamar à responsabilidade.

«Essa pressão faz quem é forte ainda mais forte. Já falei com os jogadores sobre isto. Não quero uma equipa a pensar que sete pontos são suficientes. Não quero uma equipa relaxada. Quero equipa pressionada e a sentir a responsabilidade», reforçou.

Já quando questionado se o Benfica passa a ser o principal candidato a assegurar o segundo lugar e respetivo apuramento para a Champions, Mourinho dividiu a resposta em duas categorias: matemática e calendário.

«O Benfica é tão favorito quanto o Sporting era há um par de semanas. A equipa que vai à frente tem a vantagem de não ter de se preocupar com o adversário. O Benfica ainda não teve nenhuma derrota, fomos somando pontos, somando, somando e somando, e era um desgaste extra ver o Sporting e o FC Porto a ganhar. Quase que tropeçavam e quase tropeçavam, mas afinal não tropeçavam e nós tínhamos de ganhar sempre. É um tipo de desgaste extra que não é positivo», reconheceu.

Contudo, o técnico olhou também para os adversários que as águias ainda têm de defrontar e assumiu que a tarefa não será fácil.

«Podermos focar-nos só nos nossos resultados é bom e é isso que dá o tal favoritismo. Mas jogamos com o 4.º [SC Braga], 5.º [Famalicão] e o 7.º ou 8.º [Estoril é 10.º], mas que é uma das equipas que joga melhor no campeonato. O nosso calendário é muito mais difícil do que o do Sporting», defendeu

«Se olharmos por esse lado, será mais difícil para nós. Se formos pelo pragmatismo dos números, nós temos vantagem porque só dependemos de nós. Mas se me perguntarem, eu não esperava que o Tondela empatasse em Alvalade, mas no futebol já nada nos pode surpreender», finalizou.

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