Pavlidis, ponta de lança do Benfica - Foto: Miguel Nunes
Pavlidis, ponta de lança do Benfica - Foto: Miguel Nunes

Benfica com poder de fogo para confirmar

Verdadeiro teste está a chegar e passado recente lembra arranques de má memória para os benfiquistas

É verdade que os primeiros adversários oficiais do Benfica na temporada, St. Gallen e Hearts, apresentam menor qualidade, mas os resultados alcançados pela equipa encarnada e, sobretudo, a capacidade goleadora demonstrada refletem uma mudança de mentalidade em relação à última época.

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Marco Silva já deu pistas sobre alguns dos princípios que pretende implementar na ideia de jogo, como a capacidade para pressionar e recuperar a bola em zonas altas, aliada a um ataque consistente à baliza. O resultado não poderia ser mais claro: 12 golos marcados e apenas três sofridos em três jogos. Depois da derrota por 1-2 frente ao St. Gallen, seguiram-se goleadas diante dos suíços e dos escoceses do Hearts, por 5-0 e 6-1, respetivamente, ambas no Estádio da Luz. Potenciar o fator casa é, também, um dos pontos fundamentais no plano do Benfica para a nova temporada.

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No que diz respeito aos golos, há vários jogadores que se têm destacado e o mais recente desafio com o Hearts, disputado na passada quinta-feira, confirmou a confiança e a capacidade ofensiva da equipa, embora a época ainda esteja numa fase precoce. Desde logo, Vangelis Pavlidis. O homem-golo das águias, que terminou a época passada com 30 golos marcados em 53 jogos, já soma cinco golos e uma assistência nos três desafios oficiais disputados em 2026/27, numa média de 1,67 golos por jogo e um golo a cada 47 minutos em campo. O ponta de lança internacional grego apontou quatro golos na vitória frente ao St. Gallen, proeza alcançada pela primeira vez na carreira num só desafio, e converteu uma grande penalidade na goleada ao Hearts.

Utilizado pelo treinador como ala-direito, embora seja sobretudo um segundo avançado, Rafa Silva é, nesta altura, o segundo melhor marcador do plantel do Benfica. O internacional português tem dois golos, um apontado frente ao St. Gallen e outro no jogo de quinta-feira, diante do Hearts. Com um golo no registo, seguem-se Prestianni, Schjelderup, Lenglet, Tomás Araújo e o ponta de lança Jhon Durán, contratado este verão por empréstimo do Al Nassr. Não deixa de ser relevante que, entre os sete jogadores que já mostraram pontaria afinada, cinco sejam elementos do setor ofensivo.

O poder de fogo demonstrado pelas águias será agora colocado à prova no campeonato nacional. O Benfica recebe neste domingo o Académico de Viseu, na primeira jornada da Liga, e terá de contrariar a tendência negativa registada nas últimas temporadas. Na época passada, os encarnados entraram a vencer, por 1-0, em casa do Estrela da Amadora, mas esse encontro correspondeu à segunda jornada. A primeira apenas foi disputada a 23 de setembro e terminou com um empate na Luz frente ao Rio Ave, por 1-1.

Em 2024/25, o cenário foi ainda mais negativo, com uma derrota por 0-2 no estádio do Famalicão. Em 2023/24, o Benfica perdeu em casa do Boavista, por 2-3. Na época anterior, sob o comando do alemão Roger Schmidt, houve uma entrada fulgurante na primeira jornada, com um triunfo por 4-0 frente ao Arouca, no Estádio da Luz. Ou seja, as três primeiras jornadas dos últimos três campeonatos são de má memória para os benfiquistas. Coincidência ou não, a equipa não conquista o campeonato há três temporadas. O conhecido adágio 'não é como começa, é como acaba', tantas vezes utilizado para tranquilizar os adeptos, não encerra, portanto, toda a verdade.

As três primeiras jornadas dos últimos três campeonatos são de má memória para os benfiquistas. Coincidência ou não, a equipa não conquista o campeonato há três temporadas

O plantel encarnado ainda não está fechado, entre saídas e entradas — deverá chegar, pelo menos, mais um extremo —, mas os atacantes que já integram a equipa vão mostrando qualidade e capacidade. Vangelis Pavlidis sublinha a veia goleadora, Andreas Schjelderup e Gianluca Prestianni parecem mais preparados nesse capítulo, Rafa Silva demonstra que, depois de uma época cinzenta, pode voltar a fazer a diferença, e o colombiano Jhon Durán, sobre quem recaem expetativas, precisou de pouco tempo para começar a cumprir o que prometeu: marcar golos.

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