Ferran Torres de férias - Foto: Ferran Torres
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«O 'oh, Ferran'? Sinto muita vergonha»

Avançado que marcou golo de Espanha na final do Mundial encontrou-se com a rapariga que se tornou viral ao dizer o seu nome; recorda aquele mês nos Estados Unidos; vê o golo todos os dias

Ferrán Torres, autor do golo que deu o título mundial a Espanha, na final frente à Argentina, recordou o momento histórico e abordou as mudanças na sua vida - passou do Barcelona para o PSG - , a relação com Luis Enrique e a sua nova etapa em Paris.

O avançado espanhol confessou que o golo na final do Mundial é um momento incomparável. «Esse golo não se pode comparar com nada no mundo», afirmou, admitindo que ainda hoje revê as imagens diariamente. «Milhões de vezes, creio que, no mínimo, uma vez por dia volto a vê-lo. Foi uma descarga de adrenalina tão forte no momento de marcar que, depois da celebração, não conseguia recordar-me de como tinha sido», explicou, numa entrevista ao programa El Hormiguero.

Sobre a jogada em si, Torres descreveu uma sensação de isolamento total. «Quando vi que o Lamine passou a bola ao Porro para trás, eu, não sei porquê, comecei a dar passinhos para a frente, em direção à baliza. Quando a bola chegou ao Nico, senti que estava numa ilha, que só estava eu. Tive a sensação de que não havia mais ninguém além da bola e de mim, senti um silêncio absoluto durante um segundo, e depois já estava a rematar à baliza», detalhou.

O jogador acredita que o destino teve um papel fundamental. «Acredito no destino, acredito que aquela bola estava ali para mim, e que não foi um golo meu, mas sim que senti a força de todos os espanhóis a ajudar-me a marcar aquele golo», disse, acrescentando que «poder ter feito feliz todo o nosso país, o melhor do mundo, é incrível».

A meio da competição, o vídeo de uma adepta a dizer o seu nome tornou-se viral. No programa, o jogador e a jovem, Rocío Domingo, conheceram-se, ainda que o jogador tenha admitidom, tímido, que lhe dava vergonha., e que só percebeu o fenómeno quando voltou a Espanha. «Estava nos Estados Unidos, numa bolha, concentrado sempre com as mesmas pessoas e completamente à margem de tudo. Só depois é que me apercebi do vídeo do «Oh, Ferran!» e do que estava a gerar. A verdade é que sinto muita vergonha», disse.

Questionado sobre o que dá mais prazer, se marcar o golo ou «calar bocas», o avançado foi claro: «Nesse momento do Mundial, marcar o golo, mas eu gosto da polémica e de deixar um par de títulos [de jornais] sempre me agrada».

Sobre o treinador Luis Enrique, o avançado teceu rasgados elogios, considerando-o uma figura paternal. «É super natural. Se tem de te dizer algo, vai dizê-lo, seja bom ou mau. É uma pessoa muito fiel ao que é seu e aos seus. Sempre o tive como um pai futebolístico e creio que ele vai saber tirar todo o meu potencial», afirmou.

O jogador recordou também o golo de Iniesta no Mundial de 2010, que viveu com apenas 10 anos. «Estava no restaurante de um amigo e acabei na fonte da vila a tomar banho em cuecas. Nunca pensei que eu pudesse fazer algo parecido».

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