Guilherme Muller
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Benfica: «O betão e o relvado não ganham jogos e não desenvolvem talentos sozinhos»

Guilherme Muller, diretor-geral do Benfica Campus, detalhou receita do sucesso da formação encarnada e destacou «missão» primordial

O Benfica Campus completa, hoje, 20 anos. 79 jogadores formados no Seixal já se estrearam pelos encarnados, que já encaixaram cerca de 700 milhões de euros em vendas da prata da casa.

Maiores vendas de jogadores formados no Benfica Campus:

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O quartel-general encarnado desde 2006 tem sido uma mina de ouro, mas para o diretor-geral, Guilherme Muller, «tem de ser absolutamente claro que a missão do futebol de formação do Benfica é desenvolver talento e jogadores com capacidade para chegarem à equipa principal».

O dirigente encarnado, em entrevista à BTV, destacou a dimensão de uma «missão ambiciosa tendo em conta o nível muito elevado» da equipa principal, que tem sido cumprida com «sorte, capacidade e talento». «O futebol de formação tem tido a capacidade de cumprir a sua missão ao nivel das melhores, são poucas as equipas que num período de tempo tão alargado conseguem cumprir a sua missão de forma tão consistente», frisou.

Convidado a detalhar os segredos do sucesso, Muller destacou a importância da qualidade das infraestrutuas (hardware) e da qualidade dos recursos humanos (software). «O betão e o relvado não ganham jogos e não desenvolvem talentos sozinhos. Reconhecendo a importância do hardware, o software é muito mais importante», defendeu. O dirigente relembrou os profissionais que ao longo de duas décadas «tiveram a capacidade de criar uma identidade muito forte, uma metodologia muito sólida e um processo que, se for respeitado, atinge o sucessso».

O futuro é encarado com otimismo face à «inteligência humana acima da média» e «dedicação» dos quadros do clube. Para o dirigente, os encarnados têm a «capacidade de reter bons profissionais» e «vão continuar a criar bons jogadores». «Esta fábrica vai continuar a produzir muito talento», garantiu.

Joaquim Milheiro, diretor-técnico do Benfica Campus, defende que os números refletem o «investimento muito grande» dos encarnados e sustentam o «reconhecimento como a melhor academia de formação do mundo». Mas não quer ficar por aqui: «Olhamos para os números com carinho, mas não ficamos estagnados e confortáveis. O Benfica é um clube com grande ambição, com grande responsabilidade e internacional. Dá um orgulho muito grande e queremos manter essa posição».

«Exigência e «gratidão» são as palavras que marcam um processo assente em quatro pilares: «recrutamento»,, «metodologia», «competição» e «oportunidades». Quase oito dezenas de atletas formados no Seixal chegaram à equipa principal. Mais do que estreias, Joaquim aponta a «afirmações efetivas» para que o «investimento que existe se transforme em grande desempenho desportivo, reconhecimento internacional e referências financeiras».

O diretor-técnico da formação admitiu, ainda assim, as particularidades da transição para a equipa principal: «Em jeito de brincadeira digo que é quase como passar do jardim da cidade para a selva. As coisas são todas diferentes, a outra velocidade e intensidade». Milheiro, que desempenha funções desde 2025, antecipa um «futuro fantástico» para a fábrica de talento dos encarnados.

Exposição no Museu

O Benfica assinalou os 20 anos do Centro de Formação e Treino dos encarnados com uma exposição no Museu Cosme Damião, que se centra na evolução das instalações e do futebol de formação. Entre os «objetos emblemáticos» em exposição destacam-se o troféu da Youth League conquistada em 2022, a braçadeira de capitão envergada por Tomás Araújo na final da prova, diante do Salzburgo, e uma camisola de Rúben Dias, envergada na época 2018/19.

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