Festa portista após o 2-1, marcado por Froholdt, no clássico com o Benfica. Foto Rogério Ferreira/Kapta +
Festa portista após o 2-1, marcado por Froholdt, no clássico com o Benfica. Foto Rogério Ferreira/Kapta +
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Agora é que se vai ver de que é feito este FC Porto

Época do dragão tem sido um passeio, com apenas um jogo a meio da semana. Mas outubro vai ser duro, e Farioli não pode (não deve, pelo menos) rodar na Champions como rodou na Liga Europa

A vitória do FC Porto no clássico contra o Benfica, no domingo, parece deixar os dragões bem encaminhados para o bicampeonato, com mais cinco pontos que as águias e mais seis que o Sporting, ao fim de apenas sete jornadas.

E a forma como a equipa de Farioli dominou na época passada, com apenas dois pontos perdidos nos primeiros 19 jogos, precisamente por causa dum empate no clássico que agora venceram, mais poderia fazer pensá-lo.

Mas há uma grande diferença na Liga em relação em 2025/2026: desta vez, o FC Porto não está a competir na UEFA Europa League, mas sim na Champions. E por isso, ao contrário do que aconteceu na época passada, dificilmente poderá pensar em rodar na Europa a meio da semana para chegar mais fresco ao campeonato.

Fará assim tanta diferença? Impossível dizer, porque este início dos dragões foi um passeio no parque — até agora apenas um jogo a meio da semana, a derrota em casa com o Manchester City, por isso sem o cansaço que se terá instalado noutros adversários, nomeadamente no Benfica, que chegou ao Dragão com 13 jogos em 2026/2027, mais cinco que o adversário.

Agora — ou melhor, depois da longa pausa de seleções — é que se vai ver de que é realmente feito este dragão. Se consegue manter o nível e a competitividade sem alterar muito o onze, ou se, pelo contrário, Farioli recorrerá às rotações do ano passado, mas sem privilegiar tanto o campeonato à custa da Europa.

À partida, dificilmente as datas FIFA poderiam ter chegado em melhor altura: com Pietuszewski e Samu a voltarem de lesões, Santiago Gimenez ainda a adaptar-se, Seko Fofana à procura do melhor ritmo competitivo, Zaidu ainda a recuperar, o tempo extra para pôr a equipa a top será uma bênção para o treinador italiano, que tem a vantagem adicional de quase não perder titulares para as seleções, pelo menos comparando os números com os rivais da luta pelo título.

Mas outubro, mesmo que pequeno, vai ser duro. De dia 10, data do regresso após seleções, até dia 31, o FC Porto fará seis jogos — joga sempre a meio da semana e descansa num fim de semana, por causa da mudança do modelo competitivo da Taça de Portugal. Sim, os rivais estão nas mesmas condições, mas desta vez é o Benfica que está na Liga Europa. E os sinais de domingo, quando encostou o dragão às cordas nos primeiros minutos e, mesmo reduzido a dez, ainda empatou, antes de colapsar logo a seguir, avisam que a águia está bem mais forte que na época passada.

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