Proença e Rui Costa afastados — protocolo e não só
Os presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e do Benfica, respetivamente Pedro Proença e Rui Costa, não assistiram ao jogo com o Hearts, da primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa, anteontem, na Luz, lado a lado no camarote presidencial.
Isso aconteceu, em primeiro lugar, por questões protocolares. Mas não só. Nenhuma das partes ignora o significado político da separação, num contexto em que as relações entre as direções de FPF e Benfica estão longe de ser as melhores.
Pedro Proença esteve acompanhado por Jorge Jesus, selecionador nacional, Rui Caeiro, secretário-geral, Lourenço Pereira Coelho, diretor-executivo, João Vieira Pinto, também da estrutura das seleções nacionais, e Ricardo Quaresma, diretor de comunicação, tendo o Benfica atribuído a essa comitiva lugares juntos, no camarote presidencial.
A insatisfação do Benfica com Pedro Proença não será alheia a essa decisão. A receção decorreu com cordialidade institucional e no âmbito do protocolo que se aplica a diferentes entidades.
Se a posição do Benfica reflete uma posição política, mesmo não sendo uma medida objetiva de afastamento, Pedro Proença também fez questão de marcar posição e assistiu ao jogo ao lado de Jorge Jesus e dos restantes dirigentes.
O Benfica queixou-se, repetidamente, nos últimos meses, de critérios de arbitragem, nomeação de árbitros e videoárbitros e castigos aplicados pelo Conselho de Disciplina. Na Assembleia Geral de junho, anunciou «tolerância zero com o Conselho de Arbitragem, a Federação e Pedro Proença».