André Villas-Boas com Francesco Farioli — Foto: FC Porto
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AVB visa apoio de Varandas a Luciano Gonçalves e pergunta: «Quanto vale um Pote?»

Presidente do FC Porto deixou alfinetada ao homólogo do Sporting a propósito da atuação dos azuis e brancos no mercado de verão... e consequentes reações

No mesmo texto em que visou o que entende tratar-se de uma aliança entre Sporting e Benfica, André Villas-Boas deixou uma provocação ao rival leonino. Ao abordar o modus operandi do campeão nacional no mercado de verão e a valorização atual do plantel às ordens de Francesco Farioli — «o mais valioso da sua História» —, o presidente dos azuis e brancos falou sobre o regresso à Champions e lançou a questão: «Quanto vale um Pote?»

«Setembro marcou também o nosso regresso à Liga dos Campeões, competição em cuja era moderna somos o quarto clube com mais participações e uma referência incontornável do futebol português. Voltámos a um palco que conhecemos e onde construímos uma parte essencial do nosso prestígio internacional, mas que hoje exige uma leitura desportiva e económica particularmente atenta. O formato de liga abriu uma nova dimensão competitiva e o ciclo comercial de 2027-31 traz perspetivas de crescimento que queremos aproveitar. A nossa responsabilidade é elevar os pergaminhos do clube sem ignorar que, entre os emblemas do Pote 1, estão potências com uma capacidade financeira que torna cada vez mais difícil equilibrar a competição apenas através do mérito e da qualidade do trabalho», ressalva AVB, lembrando a derrota diante do Manchester City (2-0), no Dragão: «Não apresentamos números como desculpa para uma derrota, mas como retrato da escala em que somos chamados a competir. Encurtar estas distâncias exige astúcia, determinação, investimento criterioso e uma gestão que não confunda coragem com imprudência. Haaland decidiu o jogo, demonstrando a diferença que um dos melhores avançados do mundo pode fazer. Perdemos e temos de retirar desse encontro tudo o que nos permita crescer, sem procurar transformar uma derrota numa vitória moral.»

«Também houve reconhecimento internacional da qualidade dos nossos jogadores e da capacidade competitiva deste grupo. (...) Preservar o núcleo competitivo da equipa campeã, reforçá-lo e continuar a valorizar os seus jogadores é parte do trabalho de construção de um clube mais forte e sustentável. Curiosamente, aquilo que merece reconhecimento fora de portas provoca cegueira e coceira entre os especialistas do 'Manto Marrom'. Passaram o verão a fazer contas às nossas dificuldades financeiras e agora parecem particularmente incomodados por nos verem conservar talento e somar vitórias. Há avaliações que sobem com a camisola certa e desvalorizam o vizinho por obrigação editorial. Entre os potes dos sorteios e os preços que se atribuem ao talento, fica a pergunta: quanto vale um Pote? A resposta não pode depender da cor do cachecol de quem segura a calculadora», ataca o líder portista.

O apoio de Varandas ao presidente do CA da FPF

Frederico Varandas, presidente do Sporting, também não escapou às críticas de André Villas-Boas, a propósito do recente escândalo na arbitragem nacional.

«Entre os apoios públicos à continuidade de Luciano Gonçalves [presidente do Conselho de Arbitragem da FPF] destacou-se o apoio de Frederico Varandas. Registamos essa posição, como registamos a diferença entre a prontidão de certos votos de confiança e a indignação imediata que surge quando o nome do FC Porto entra numa discussão. Para nós, o critério não muda com o destinatário: importa proteger as competições, os árbitros e a independência das suas decisões. Continuaremos a promover as diligências necessárias para obter esclarecimentos e a defender o afastamento temporário do presidente deste órgão. Um voto de confiança não substitui uma explicação, nem a defesa do bom nome de alguém exige que se exponha toda a competição ao desgaste da dúvida», sublinha o presidente do FC Porto, lembrando a posição desde cedo assumida pelos azuis e brancos em relação a este tema.

«Setembro voltou a expor a crise que envolve a liderança do Conselho de Arbitragem e as denúncias de Duarte Gomes. O FC Porto foi, tanto quanto é público, o único clube a defender expressamente a suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem enquanto são esclarecidos os factos e o próprio defende o seu bom nome. Fizemo-lo publicamente e através de comunicações institucionais à FPF e à Liga Portugal. Não confundimos uma investigação com uma condenação, nem pretendemos substituir-nos à justiça. O arquivamento do processo disciplinar deve ser respeitado, tal como deve ser esclarecida a matéria sob investigação judicial. Mas a proteção da credibilidade das competições não pode ficar dependente de uma espera indefinida enquanto a suspeição se instala sobre quem dirige a arbitragem», conclui Villas-Boas.

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