Tanner Omlid com os troféus de Defensor do Ano e de líder de roubos de bola da Liga Betclic     Fotografia FPB
Tanner Omlid com os troféus de Defensor do Ano e de líder de roubos de bola da Liga Betclic Fotografia FPB

«As pessoas dizem sempre que adoram jogar comigo, mas odeiam jogar contra mim»

Começa, esta quinta-feira, a fase final da 36.ª Taça Hugo dos Santos. Oliveirense inicia defesa do troféu contra o FC Porto, finalista da prova na passada temporada e onde atua Tanner Omlid, o Defensor do Ano da Liga. SC Braga defronta o Imortal no outro embate dos quartos-de-final. Benfica e Sporting aguardam já nas meias-finais

Vencedor da Taça Hugo dos Santos na passada temporada, êxito que alcançou pela quinta vez no historial do troféu que teve a edição inaugural em 1989/90 e já foi designado por Troféu Manuel Castelbranco e Taça da Liga, a Oliveirense volta a não tarefa fácil para repetir a conquista na 36.ª edição.

Isto porque, hoje, no Multiusos de Gondomarm no Jogo 1 de play-off dos quartos de final, começa por defrontar o FC Porto (21h00), adversário que bateu na final de 2024/25 (83-78), após nos quartos ter eliminado o Sporting (92-64) e nas meias-finais a Ovarense (66-77) numa jornada inesquecível da equipa de João Figueiredo.

Antes, no primeiro embate dos quartos, medem forças SC Braga e Imortal (18h00) para decidir quem joga contra o Sporting na semifinal de sábado. Tal como os leões, o Benfica, o outro vencedor dos dois grupos de qualificação e que é o maior conquistador da Taça (13), aguarda igualmente para conhecer qual será o adversário.

Figura incontornável no FC Porto, Tanner Omlid, viu a sua invulgar capacidade defensiva reconhecida no passado fim de semana durante a Liga Betclic Awards ao receber os prémios destinados ao Melhor Defensor e líder de roubos de bola da fase regular do campeonato. Foi mesmo o único homem a ser eleito em mais do que uma distinção.

Momento que A BOLA aproveitou para conversar com o extremo americano dos dragões sobre o que o move para ser tão bom e temído.

Estes prémios são certamente muito especiais para alguém com o seu estilo de basquete, não é? Porque adora defender. «Sim, gosto muito. Não jogo para ganhar prémios, é mais uma questão de... Tento sempre explicar que a defesa é 50 por cento esforço — e não ter medo de fazer figuras ridículas — e os outros 50 são observação, prestar atenção ao adversário e saber o que é que eles vão fazer», começou explicar Omlid.

Fotografia FPB

E faz muito scouting de quem vai defender? «Sim, sim. Vejo sempre os vídeos deles, analiso os padrões de drible, movimentos de resposta, a mecânica de lançamento, a forma como levam e protegem a bola e os lançamentos a partir do drible para cada um dos lados. Analiso as jogadas e como conseguem criar espaço para o lançamento», conta sem problema enquanto segura mais um troféu.

Mas, defender bem não é fácil, obriga a muito desgaste e também terá de ter energia para atacar. O que é que o motiva, já que se transforma em campo e gosta de ser um pesadelo para os adversários? «As pessoas dizem sempre que adoram jogar comigo, mas odeiam jogar contra mim. O que me motiva é saber que não vou poder jogar para sempre, por isso, quando terminar a carreira, quero poder dizer que dei tudo o que tinha. Mesmo quando já não consigo recuperar o fôlego, e digo a mim próprio que posso continuar. É mais uma questão mental do que qualquer outra coisa: é apenas continuar.»

36.ª Taça Hugo dos Santos

Quartos de final
SC Braga-Imortal, hoje (18h00)
FC Porto-Oliveirense, hoje (21h00)

Meias-finais
Sporting-vencedor jogo 1, sábado (16h00)
Benfica-vencedor jogo 2, sábado (19h00)

Final
Vencedor da 1/2 final 1-Vencedor da 1/2 final 2, domingo (17h00)