Homem que acreditou em Neemias é o Executivo do Ano na NBA
Brad Stevens, presidente de operações de basquetebol dos Celtics, o homem que, há três anos, acreditou no potencial de Neemias Queta quando o português foi dispensado pelos Kings no início da pré-temporada defeso, foi nomeado o Executivo do Ano da NBA em 2025/26. Prémio que recebe pela segunda vez na carreira. A primeira aconteceu em 2023/24, época em que o poste luso ingressou na formação de Boston, equipa que dominou a regular season e acabou por se sagrar campeã após jejum de 15 anos.
A distinção, anunciada pela Liga esta terça-feira, premeia o trabalho notável de Stevens, de 49 anos, por ter conseguido construir um plantel que não se ressentiu com a saída de quatro jogadores (Luke Kornet), três deles habituais no cinco inicial (Jrue Holiday, Al Horford, Kristaps Porzingis), e com o treinador Joe Mazzulla ter surpreendido tudo e todos ao colocar os Celtics entre os principais candidatos ao título.
Com este segundo prémio, Brad Stevens junta-se a um grupo restrito de apenas doze executivos que venceram a distinção mais do que uma vez desde a sua criação na época 1972/73. Foram os casos de Jerry Colangelo (4), Bob Bass (2), R.C. Buford (2), Bryan Colangelo (2), Wayne Embry (2), Bob Ferry (2), Stan Kasten (2), Jerry Krause (2), Bob Myers (2), Geoff Petrie (2) e Jerry West (2). Até hoje foram distinguidos 28 executivos/general managers.
Em 2025/26 os Celtics registaram 56 vitórias e 26 derrotas na fase regular apesar da ausência prolongada da estrela Jayson Tatum. por 66 jogos, devido a ter sido operado ao tendão de Aquiles. As decisões de Stevens foram cruciais, conseguindo igualmente reduzir drasticamente a folha salarial do plantel e, ao mesmo tempo, manter a equipa no topo da NBA.
As suas contratações durante o defeso revelaram-se um sucesso, como são os casos do poste Luka Garza (ex-Wolves) e do extremo Josh Minott (ex-Wolves), que entretanto foi transferido para os Nets, mas também a sua no promissor rookie espanhol Hugo Gonzalez (ex-Real Madrid) e a confiança depositada em basquetebolistas como Neemias Queta, que passou quarto elemento na rotação dos postes a titular e considerado o votado em 4.º para o Prémio de Jogador que Mais Evoluiu, assim como o aguerrido extremo Baylor Scheierman ou Jordan Walsh, ambos vindos dos Main Celtics, da G League, tal como acontecera com Neemias.
Apesar de aceitar o prémio, o foco de Brad Stevens permanece no objetivo principal: conquistar outro campeonato. A caminhada dos Celtics rumo ao segundo anel em três anos continua nesta madrugada de terça para quarta-feira, com o Jogo 5 da primeira ronda do play-off contra os 76'ers, com a série de regresso ao TD Garden e Boston a liderar por 3-1. Uma vitória garante a passagem às meias-finais de conferência pelo quinto ano consecutivo.
Apesar de ser um prémio anual da NBA, a distinção de Executivo do Ano não faz parte dos 10 prémios decididos por votação por 100 jornalistas e comentadores convidados anualmente pela Liga, como aconteceu para o Jogador que Mais Evoluiu, Defensor do Ano ou será para o MVP ou Treinador do ANo. A decisão é tomada por votação dos executivos dos 30 clubes, estando estes impedidos de votar em si próprios e destina-se a premiar o trabalho de um presidente para o basquetebol, general manager, director para o basquetebol ou qualquer outro cargo que tenha tido influência para o sucesso da equipa. Ganha quem receber mais votos.
Artigos Relacionados: