O momento que decidiu a partida: Havertz saltou mais alto e deu a vitória ao Arsenal - Foto: IMAGO

Arsenal tem uma mão no troféu da Premier League

Havertz fez, na sequência de um canto, o golo da vitória frente ao Burnley. Se o Manchester City não vencer o Bournemouth esta terça-feira, os londrinos são campeões, 22 anos depois da última vez

O Arsenal agarrou com uma mão o troféu da Premier League e está muito perto de ser campeão inglês 22 anos depois da última vez, quando, em 2003/04, ganhou a competição de forma invicta, um feito inédito na história da prova.

Os gunners foram recebidos em apoteose à chegada ao Estádio Emirates para o último jogo em casa em 2025/26. A penúltima jornada do campeonato ditava a receção ao Burnley, que contou com o médio Florentino Luís no onze inicial, e que, já despromovido, jogava sem qualquer preocupação.

Paul Tierney, árbitro da partida, deu início ao jogo que, como tantas vezes aconteceu esta temporada, teve o líder da Premier League a dominar quase por completo a posse de bola, mas sem as oportunidades de golo sucessivas que esse domínio podia, porventura, sugerir. A criação ofensiva em jogo corrido foi, ao longo da época, um dos aspetos em foco quando se falava deste Arsenal. Mas se esse ponto negativo esteve presente nesta jornada 37, houve outro aspeto que também merece destaque: a equipa de Arteta foi, mais uma vez, absolutamente controladora nos escassos momentos sem bola.

A solidez da melhor defesa da prova, com 26 golos sofridos, menos seis do que o Manchester City, que vem a seguir, voltou a ser decisiva neste encontro, em que o Burnley, nos contra-ataques que teve (não muito recorrentes, sobretudo pela qualidade da reação imediata à perda de bola dos anfitriões), não conseguiu enquadrar um único remate.

Trossard teve, ao quarto de hora de jogo, uma boa ocasião para abrir a contagem, mas o remate tenso e rasteiro de fora de área acertou no poste da baliza de Weiss. Aos 36', Estève, um dos melhores em campo do lado dos clarets, ainda evitou que fosse Odegaard a abrir o marcador, ao desviar o remate do norueguês, que tomava o sentido da baliza.

O problema foi que desviou... para canto. E se o poderio defensivo do Arsenal é um dos casos sérios desta Premier League, o mesmo se pode dizer das bolas paradas. Bukayo Saka bateu para a área, Kai Havertz elevou-se e, aos 37', decidiu. Foi o 18.º dos gunners na Premier League 2025/26 e o 22.º de bola parada, um momento do jogo que se tornou chave nesta competição.

Até ao final o resultado não voltou a mexer. Eze ainda acertou na trave no segundo tempo e Havertz ainda terá certamente transpirado após entrada dura sobre Ugochukwu aos 67', que, após análise do VAR, valeu-lhe apenas o amarelo. O Arsenal teve mais bola e passou, na compensação, por aquele sofrimento de quem sabe que, por muito que seja superior, um lance pode apagar a vitória. Tal não aconteceu, os três pontos ficaram em casa e, caso o Manchester City não vença esta terça-feira em casa do Bournemouth, que não perde há 17 jogos seguidos, as ruas de Londres voltarão a pintar-se de vermelho, 22 anos depois.

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