Anísio, o toque de Midas que transforma em ouro (as notas do Benfica)
5 Trubin — Sem culpas no golo dos ribatejanos, o guarda-redes ucraniano esteve bem no que fez, quer a segurar remates de meia-distância, que a lançar longo com o pé e a mão ou a mandar no jogo aéreo. Apenas um passe de risco para Sidny, aos 19 minutos.
4 Sidny — Joga muito bem, dá tudo o que tem, possui uma excelente meia-distância e colocou tudo isto ao serviço do Benfica, frente ao Alverca. Faltou-lhe, contudo, lembrar-se que a primeira missão de um defesa é defender e deixou demasiadas vezes desguarnecido o seu setor, incluindo o lance que deu o golo dos forasteiros.
6 Tomás Araújo — Sempre certo, com bom timing a desarmar, e com velocidade para dar profundidade à defesa encarnada. Ensaiou alguns passes longos, uma das suas especialidades.
6 Otamendi — Mais uma noite em que foi o patrão do Benfica, rigoroso nos cortes (aos 20 minutos tirou o pão da boca ao Alverca) e a arrastar dois defensores contrários nos lances de bola parada a favor do Benfica. Num deles, aos 67 minutos, subiu ao terceiro andar mas o cabeceamento saiu ao lado.
6 Dahl — O defesa sueco fez um jogo de menos a mais. Começou demasiado hesitante, executando cruzamentos que foram peras-doces para os defensores ribatejanos. Com pouca iniciativa, deixou as principais despesas do ataque para Schjelderup. À medida que a partida foi caminhando para o fim, mostrou-se mais confiante e arrancou um belíssimo cruzamento no lance do golo de Anísio.
7 Aursnes — O canivete-suíço do Benfica fez um jogo muito competente, que teve nota artística em dois passes, aos 29 e 55 minutos, para Prestianni e Pavlidis, que os desaproveitaram. Recuperador de bolas e ao mesmo tempo iniciador de muitas jogadas, o norueguês teve ainda a versatilidade suficiente para derivar para lateral direito, primeiro, fazendo a seguir a ala desse lado quando António Silva se juntou a Tomás Araújo e Pavlidis.
5 Leandro Barreiro — O que lhe sobrou em luta e entrega faltou-lhe em inspiração (ou capacidade para executar alguns números mais exigentes). A equipa cresceu após a sua saída.
6 Prestianni — O jovem argentino tem tudo para vir a ser um grande jogador. Porém, ainda não o é, alternando, ao longo dos 90 minutos coisas muito boas – como a jogada em que acertou com a bola na cabeça do guarda-redes do Alverca – com jogadas em que quebra a sequência de jogo da sua equipa. No deve e no haver, o saldo é positivo, e tende a sê-lo ainda mais, assim consiga definir melhor o último passe.
6 Rafa — Um bom regresso à titularidade do Benfica, apesar de ainda não ter os 90 minutos nas pernas. Posicionou-se bem entre linhas, procurou combinações com Pavlidis, e assinou uma belíssima trivela que Schelderup aproveitou para recargar, fazendo o 1-0. Aos 48 minutos ainda fez a bola bater no poste da baliza do Alverca, numa finalização de fino recorte.
7 Schjelderup — Finalmente o jovem norueguês começa a justificar as sucessivas apostas que foram feitas nele. Tivesse o Benfica outra presença na área e das muitas situações que construiu teria saído mais alguma coisa. No golo que marcou estava no sítio certo à hora certa e teve duas jogadas (a segunda deu o golo de Pavlidis anulado pelo VAR) de primeira água. Promete.
5 Pavlidis — Não foi a noite mais inspirada do matador grego, e esse facto ficou ilustrado aos 55 minutos, quando falhou, a passe de Aursnes, um golo cantado. Quando tem de jogar entre três centrais, a vida torna-se difícil, e se procura a bola recuando ou caindo nas alas deixa o Benfica sem presença na área.
6 Sudakov — O internacional ucraniano entrou numa fase escaldante da partida e conseguiu colocar alguma ordem na casa, criando condições para o sufoco final que o Benfica deu no Alverca. Mostrou-se também útil, já depois do 2-1, a esconder a bola dos adversários.
4 Bruma — Faltou-lhe ritmo para acelerar o que o Benfica precisava. Depois da vantagem foi generoso defensivamente.
5 António Silva — Foi juntar-se a Otamendi e Tomás Araújo, garantindo segurança para a baliza de Trubin.
4 Barrenechea – Teve um trabalho essencialmente defensivo, sem conseguir soltar-se para lançar o contra-ataque.
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