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Ancelotti explica ausência de Neymar: «Estava guardado para o prolongamento»
Carlo Ancelotti justificou a não utilização de Neymar na vitória do Brasil sobre o Japão (2-1), depois de entrar nos minutos finais diante da Escócia, ainda na fase de grupos. O selecionador italiano revelou que o plano era lançar o número 10 no prolongamento, uma necessidade que foi evitada pelo golo tardio de Gabriel Martinelli (90+5'). Com esta vitória, o Brasil avança para os oitavos de final, onde irá defrontar o vencedor do confronto entre a Noruega e a Costa do Marfim.
À saída do relvado, Ancelotti detalhou a sua estratégia. «Estávamos à espera do Neymar para o prolongamento. Falei com ele, entraria por volta do minuto 60 ou 65. Empatámos o jogo e não quis mudar a estrutura, porque a equipa tinha o controlo da partida», afirmou o técnico. Durante a segunda parte, Neymar chegou a aquecer junto à linha lateral, levando os adeptos nas bancadas a gritar pelo seu nome. Contudo, pouco depois, Ancelotti deu indicação para o jogador parar o aquecimento, mantendo outros atletas em preparação.
Após o encontro, o selecionador elogiou a profundidade do seu plantel e a qualidade do adversário. «Temos muitos recursos, no banco e em campo, e é bom que os jogadores, individualmente, estejam a um bom nível. Temos de valorizar isso. Foi uma partida muito exigente. O Japão não é uma equipa fácil, é intensa e muito organizada», concluiu.
«Não tenho palavras...»
Já o herói, Martinelli, estava sem palavras. «Não tenho palavras para descrever a alegria que está no meu coração ao ver todo o povo brasileiro feliz com a qualificação. Ver a minha família, a minha esposa, o meu pai e a minha mãe. Os meus amigos... Não tenho como explicar o que sinto, a ficha ainda não caiu, só vai cair daqui a um tempo. Falei outro dia com a minha família, que tinha acertado a bola na trave e teria outra oportunidade. Graças a Deus hoje eu consegui fazer o golo. Estou muito feliz pela equipa, que deu o máximo. Sem palavras», atirou.
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— sport tv (@sporttvportugal) June 29, 2026
Martinelli entrou... para o meio-campo, após a saída do lesionado Lucas Paquetá por Endrick ao intervalo e Matheus Cunha por si aos 66'. «É claro que não faço muito essa posição. O mister tem conversado comigo a dizer que posso fazer essa função de jogar por dentro, independentemente se é na ala ou pelo meio. Vou tentar ajudar o Brasil da melhor forma», explicou.
«Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance»
Já o selecionador do Japão, Hajime Moriyasu, pediu desculpas aos adeptos. «Lamento profundamente não termos conseguido dar essa vitória a todos eles. Como treinador, sinto que a responsabilidade é minha e quero pedir desculpas a todos. Também quero agradecer aos muitos adeptos japoneses que vieram ao estádio em Houston. Além deles, sei que muitas pessoas acompanharam a partida durante a madrugada no Japão e em várias partes do mundo, pela televisão ou pela internet, torcendo por nós», começou por dizer.
«É realmente muito frustrante termos de encerrar a nossa participação na competição aqui, mas os jogadores deram tudo de si nesta partida e, até chegarmos a este momento, valorizaram o processo todos os dias e trabalharam com enorme dedicação. A comissão técnica e toda a equipa de apoio também foram extremamente dedicadas durante toda essa caminhada. Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e, embora agora estejamos muito decepcionados, quero aceitar este resultado e transformá-lo em motivação para voltarmos ainda mais fortes», explicou.
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