Amorim ligou a Modric com pedido
O futuro de Luka Modric no Milan continua em aberto, mas o cenário para a sua permanência melhorou consideravelmente nas últimas semanas, segundo a Gazzetta dello Sport. O médio croata, que até há pouco tempo estava ao serviço da Croácia no Mundial 2026, tem sido alvo de um forte assédio por parte do clube, com telefonemas de figuras como Ibrahimovic, Cardinale e do próprio treinador Ruben Amorim a pedir para ficar.
Apesar da incerteza que pairava no final de maio, quando o clube atravessava um período conturbado, a situação mudou. A participação no Mundial foi gratificante para Modric, permitindo-lhe atingir a marca das 200 internacionalizações e testar a sua condição física após uma pequena lesão. O resultado foi positivo, afastando a hipótese de terminar a carreira e confirmando que o seu corpo aguenta mais uma época ao mais alto nível, garante a mesma fonte.
Do outro lado do oceano, Modric acompanhou com agrado a reestruturação do Milan sob a liderança de Cardinale, vendo o projeto ganhar nova vida com um mercado de transferências agressivo: 70 milhões de euros por Gonçalo Ramos, com quem até falou brevemente no final do Portugal-Croácia. Estes desenvolvimentos fizeram com que a balança, que antes pendia para o «não», começasse a inclinar-se para a renovação por mais um ano.
Apesar da ausência da UEFA Champions League e da saída de Allegri, um técnico do seu agrado, a boa impressão causada por Amorim e o desejo de levar o Milan de volta à principal competição europeia pesam na decisão. A excelente adaptação da sua família à cidade de Milão é outro fator a favor da continuidade.
A presença de Modric é vista como crucial por Amorim, não só pela sua qualidade em campo, mas também pelo seu papel de liderança num balneário que se prevê bastante renovado. A sua experiência será fundamental para as competições europeias que o clube irá disputar e como exemplo diário nos treinos. No entanto, a gestão do seu tempo de jogo será mais criteriosa, considerando a sua idade e o calendário exigente, ao contrário da época passada, em que foi um dos jogadores mais utilizados.
Um dos pontos centrais do plano de Amorim passa pela gestão do meio-campo, onde Jashari, um jovem de 24 anos em quem o clube aposta fortemente, é visto como um dos pilares ao lado de Rabiot. Assumindo que o francês permaneça, no sistema 3-4-2-1 do técnico, sobraria apenas um lugar no miolo. A solução passaria por uma gestão partilhada entre o veterano Modrić e o jovem Jashari.
Desta forma, o suíço, que na época anterior jogou menos do que o esperado, poderia continuar a sua evolução sob a orientação do croata. Modric deixaria de ser um obstáculo ao seu desenvolvimento, como na temporada passada, para se tornar um parceiro com quem dividiria os minutos, numa gestão inteligente que beneficiaria ambos os jogadores e a equipa.
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