Francisco Amarante no treino da Seleção em Matosinhos        Fotografia FPB
Francisco Amarante no treino da Seleção em Matosinhos Fotografia FPB

Amarante: «Ganhar a Montenegro não foi uma gracinha, já estamos a esse nível»

Extremo/base do Sporting tem sido outro dos elementos que têm ajudado ao sucesso crescente de Portugal no basquetebol europeu e sabe o que é necessário para voltar a ultrapassar os montenegrinos depois dos embates de preparação contra a Suíça. O primeiro já esta tarde. Mas também falou com A BOLA sobre a primeira época no Sporting

Em novembro, no arranque do Grupo B da primeira ronda de qualificação para o Mundial do Qatar-2027, Portugal surpreendeu ao derrotar, categoricamente, o Montenegro por 62-83, em Podgorica, com 13/33 em triplos. Desfecho que permitiu passar a disputar com a Grécia a liderança da poule.

Agora, a Seleção Nacional terá de vencer pelo menos um dos dois últimos encontros que fecham a série – o Montenegro a 2 de julho, em Matosinhos; a Grécia, em Atenas, a 5 de julho –, para passar à segunda ronda sem depender de terceiros e manter viva a ambição de estar num Campeonato do Mundo pela primeira vez.

Mas, antes disso, e após a maior parte dos atletas ter gozado uns curtos dias de férias depois de terminados os respetivos campeonatos, os Linces irão disputar duas partidas de preparação contra a Suíça, última classificada do Grupo C (composto por Turquia, Sérvia e Bósnia) sem qualquer vitória. O primeiro acontece já nesta sexta-feira (19h), tendo o Centro de Congressos de Matosinhos como palco e com entrada gratuita.

«Este momento de preparação é muito importante para entrarmos em ritmo competitivo. Há malta que já não joga há algum tempo, outros que terminaram a época há menos dias. É bom voltarmos a competir juntos e irmos preparados para o próximo jogo da série», justificou Francisco. Esta temporada, de regresso à Liga Betclic após dois anos de experiência no basquetebol espanhol em Oviedo, o extremo/base esteve em destaque no Sporting, ajudando à conquista da Taça de Portugal e da Taça Hugo dos Santos.

«É verdade que existe, como referiu o selecionador Mário Gomes durante o treino, um certo cansaço pós-época, o que é normal. Toda a gente teve temporadas, à sua maneira, longas e desgastantes. Nesta altura custa sempre um bocadinho mais, mas é uma fadiga normal», garante quem não vê o triunfo de novembro ante os montenegrinos como uma gracinha ocasional e acreditando que pode ser repetido.

Fotografia FPB

«Acho que já não foi bem uma surpresa, mas temos de encarar o jogo sabendo que vamos para ganhar. Terá de ser essa a atitude», alerta sobre um adversário que foi à capital helénica bater a Grécia por 65-67.

«Já os termos vencido não causa pressão e até penso que cria motivação extra. Estamos já nesse nível e é assim que temos de encarar o desafio: ir para o encontro com a crença de que somos capazes e de que vamos para vencer», assegura, mesmo sabendo de que as dificuldades serão maiores sem o contributo de Neemias Queta, mas lembra que essa é uma situação à qual a Seleção já está habituada, tendo ultrapassado várias fases de qualificação para Europeus e Mundiais nessas condições.

Amarante aceitou ainda falar sobre a primeira temporada de leão ao peito, na qual conquistou dois troféus, mas que daqui para a frente será sem a liderança de Luís Magalhães. «Vai ser uma mudança para a próxima época. Foi o meu primeiro ano no Sporting, foi o treinador que me foi buscar e só lhe tenho a agradecer. Mas sim, vai ser uma mudança e a partir daí vamos ver como as coisas correm», declara.

E qual é o balanço que faz dessa temporada no Sporting? «Uma época positiva. Conseguimos estar em todos os momentos altos, à exceção da Supertaça [na qual não podiam participar], e vencemos dois troféus. Queríamos ter chegado mais longe [no campeonato], mas foi o que conseguimos [meia-final contra o FC Porto]. Como referi, considero que foi positivo», concluiu

A Seleção encontra-se no 2.º lugar (6 pts) do Grupo B, atrás da Grécia (8 pts), mas em igualdade pontual com Montenegro (3.º) e com a Roménia (5 pts) a fechar a poule, só com uma vitória. Ganhar um dos embates garantirá a qualificação para uma fase que Portugal nunca atingiu, permitindo a passagem direta sem depender dos resultados dos romenos.

Na 1.ª volta os linces levaram a melhor sobre os montenegrinos (62-83), mas foram batidos pelos gregos (68-76). A seleção grega não contará com o duas vezes MVP da NBA, agora nos Heat, Giannis Antetokounmpo, assim como Portugal não alinhará com o poste dos Celtics, Neemias Queta.

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