«Já é um hábito jogarmos sem o Neemias Queta»
Rafael Lisboa e Francisco Amarante falaram, em exclusivo, à A BOLA, sobre a ausência de Neemias Queta em mais um estágio da seleção e as palavras foram exatamente as mesmas: «Já é um hábito jogarmos sem ele.»
A tratar das burocracias do novo contrato, o jogador dos Boston Celtics não viajou para Portugal, facto sobre o qual o selecionador Mário Gomes evidenciou total compreensão: «As regras são assim. Se ele já tivesse um contrato garantido, esta situação não se tinha passado e ele podia cá estar. Mas há uma coisa que é indesmentível: é bom para o basquetebol português, é bom para a Seleção, é bom para nós todos termos um jogador na NBA. Agora, como tudo na vida, isto não tem só vantagens. Temos de viver com a realidade.»
Apesar de, tal como Rafael Lisboa e Francisco Amarante, reconhecer que «a equipa é mais forte com o Neemias», o técnico assumiu que o trabalho feito pelos seus jogadores tem de ser o mesmo: «Vamos trabalhar da mesma maneira que temos trabalhado quando não o temos. É claro que, quando o temos, podemos fazer as coisas de uma maneira um bocadinho diferente, mas não causa nenhuma dificuldade acrescida porque tem sido o mais normal.»
«É claro que a equipa é mais forte com o Neemias, tal como a Grécia é mais forte com o Giannis Antetokounmpo. Sabemos disso. Agora, temos feito a maior parte das qualificações sem o Neemias, não é? E esta não vai ser diferente. Se passarmos à segunda fase, vamos fazer 12 jogos de qualificação, 10 deles sem o Neemias. É o que é. Sabemos que o Neemias quer vir sempre que possa vir, e ele também sabe que a gente o quer cá sempre», arrumou, o selecionador com a questão.
Rafael Lisboa afirma que a seleção irá «à luta sem ele e, quando puder voltar, irá recebê-lo de braços abertos para poder ajudar outra vez» com grande entusiasmo, por ser um «jogador que faz a diferença».
«O Neemias é um pilar da nossa seleção. É um jogador diferenciado que nos ajuda muito e sente-se quando ele não está. No entanto, também já demonstrámos que, infelizmente, a sua ausência é sempre mais prolongada do que a presença e estamos preparados para jogar assim», assumiu, por seu turno, Francisco Amarante.