Rafael Lisboa: «Serão jogos difíceis, como sempre»
«Além de o serem para Portugal, todos os encontros são sempre importantes para nós. Momentos para voltar a ganhar rotinas, ritmo competitivo, pois há muitos que não jogam há bastante tempo. São também oportunidades de experimentar coisas, ver se algumas funcionam e outras não, assim como dar oportunidade a todos de atuarem, ganharem o seu espaço e contribuírem, para que na próxima semana estejamos a 100 por cento», começou por afirmar Rafael Lisboa a A BOLA, após mais um treino da Seleção no pavilhão do Centro de Congressos de Matosinhos, sobre o embate desta sexta-feira contra a Suíça (19h).
Será o primeiro de dois jogos de preparação que os Linces disputarão face aos helvéticos antes de, no dia 2 de julho, enfrentarem o Montenegro no mesmo recinto, jogando três dias mais tarde fora contra a Grécia, para fechar a fase de qualificação do Grupo B de apuramento para o Mundial do Qatar-2027 e assim passar à segunda ronda de apuramento.
Para tal, e com a Seleção no 2.º lugar (6 pts), atrás da Grécia (8 pts), mas em igualdade pontual com o Montenegro (3.º) e com a Roménia (5 pts) a fechar a poule, uma vitória em qualquer um dos embates garantirá a qualificação para uma fase que Portugal nunca atingiu, permitindo a passagem direta sem depender dos resultados da Roménia.
Quanto às partidas da próxima semana, o base dos espanhóis do Ourense não tem dúvidas. «Serão jogos difíceis, como são sempre. Todas as vitórias contam nesta fase e o objetivo é o apuramento para a próxima. O desejo é vencer o Montenegro e garantir logo a qualificação, e depois ganhar também a partida seguinte. Mas primeiro focamo-nos no Montenegro em casa. São jogos que sabemos que teremos que triunfar para alimentar o sonho de estar no Mundial», referiu ainda Lisboa.
Na 1.ª volta os linces levaram a melhor sobre os montenegrinos (62-83), mas foram batidos pelos gregos (68-76). A seleção grega não contará com o duas vezes MVP da NBA, agora nos Heat, Giannis Antetokounmpo, assim como Portugal não alinhará com o poste dos Celtics, Neemias Queta.
Questionado se ter vencido o Montenegro dá uma motivação extra, o base foi claro: «Sim, acho que a pressão e a motivação estão sempre lá, porque este grupo é um pouco assim. Estamos sempre focados em jogar pela seleção e a pressão de jogar pelo país e por Portugal é sempre máxima. Foi uma vitória muito importante, mas penso que vai ser um jogo completamente diferente. São em alturas de época diferentes, jogadores diferentes, a diferença das equipas não é tão grande, mas temos a qualidade e as ferramentas para ganhar. Não podemos estar demasiado confiantes, porque no encontro que tivemos lá fizemos uma exibição muito boa, mas não podemos estar à espera de uma partida assim tão aberta como foi a anterior.»
Apesar de já ter deixado o Benfica há cinco temporadas, o clube da Luz, onde fez a formação e onde o pai se consagrou como um dos melhores jogadores nacionais de sempre, será sempre importante nas paixões de Rafael. As águias não conseguiram concretizar o ambicionado penta após terem sido derrotadas pelo FC Porto na final do play-off. Por isso, quisemos saber como Rafael havia visto a temporada em que apenas acabaram por conquistar a Supertaça.
«Como é que hei de dizer… Obviamente que o Benfica é um clube que está habituado a conquistar títulos. Entra sempre para triunfar em todo o lado, mas foi uma época que não foi tão positiva porque não houve troféus. Mas acredito que é o processo do desporto: não vão ganhar sempre os mesmos», diz. «Claramente que é das equipas mais fortes do país. Não venceu esta temporada, mas na próxima vai estar na luta pelo topo de novo e vai construir uma equipa para voltar a erguer o campeonato e as taças. Aquilo que normalmente fazem em Portugal.»
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