Rui Borges, 44 anos, treinador do Sporting que estás também muito empenhado em dotar a equipa de ferramentas para um sempre melhor desempenho defensivo - Foto:IMAGO
Rui Borges, 44 anos, treinador do Sporting que estás também muito empenhado em dotar a equipa de ferramentas para um sempre melhor desempenho defensivo - Foto:IMAGO

Alvalade é fortaleza defensiva do Sporting

Segredo da 13.ª vitória consecutiva não está apenas nos golos marcados, muitos deles tardios. Está também na aposta na consolidação defensiva que Rui Borges tem trabalhado e vai continuar a reforçar. 13.ª 'clean sheet' da época, 8.ª em casa só na Liga, ultrapassando já as seis da temporada passada

O 1-0 ao Famalicão no jogo da 22.ª jornada, no domingo, assinalou a 13.º vitória consecutiva do Sporting em Alvalade. Um desempenho que começou a 22 de outubro com o 2-1 ao Marselha na UEFA Champions League e que pelo meio teve jogos também da Taça de Portugal, da Taça da Liga e, claro está, do campeonato. Alvalade transformado numa fortaleza de vitória esta temporada e não apenas pelos 55 golos marcados, também pelo trabalho defensivo que Rui Borges tem implementado e quer ver reforçado.

Esta época em casa, o Sporting já teve 18 jogos. Ganhou 16, empatou um (1-1 com o SC Braga na jornada 8, último resultado negativo dos leões em casa que remonta a 5 de outubro de 2025) e perdeu outro — 1-2 com o FC Porto na 4.ª jornada, no dia 30 de agosto. São 55 golos marcados (média de 3,06 por jogo) e dez sofridos (0,56 de média). Mas nos últimos quase quatro meses ganhou tudo, inclusivamente ao campeão europeu Paris Saint-Germain.

Há 52 anos que um treinador do Sporting não vencia 13 jogos seguidos em casa, fê-lo agora Rui Borges, tinha-o feito Mário Lino em 1973/1974 (conseguiu série de 16) e Joseph Szabo em 1953/1954 a caminho duma série de 15. O atual treinador persegue-os…

Muito se falou da capacidade goleadora dos verdes e brancos, agora na de marcarem nas fases finais das partidas — esta época são já 16 golos marcados no último quatro de hora (75’-90’+) — mas o técnico tem primado também por um  trabalho defensivo que implementa nos treinos, dotando a equipa de ferramentas para contrariar o poderio ofensivo das equipas adversárias.

São então já 13 jogos dos leões esta época sem sofrer golos, dez em casa, sendo que oito no campeonato — o 3-0 ao Marinhense na Taça de Portugal e o 3-0 ao Club Brugge na Champions são as clean sheet fora da Liga; o 2-0 ao Casa Pia, o 1-0 ao Estoril e o 3-0 ao Tondela são as fichas limpas fora de portas. Na época passada foram seis.

Em casa, para o campeonato, são apenas então quatro golos sofridos pelos leões — FC Porto (2), SC Braga (1) e Nacional (1) —, média de 0.36 por jogo, registo que apenas é batido pelos números de 2017/2018, quatro golos sofridos no final das contas.

Alargando o desempenho defensivo na Liga também aos jogos fora, o total de golos sofridos pelos leões é de 12, quando na temporada transata à 22.ª jornada era de 18. É preciso recuar a 2020/2021 para se encontra um Sporting com menos golos sofridos por esta altura do campeonato: 11.

Rui Borges gosta destes números mas quer mais, quer consolidar ainda mais a defesa para o que resta de temporada e o que resta é a parte mais decisiva…

Arma leonina para este desempenho defensivo são também as recuperações no meio-campo adversário, verdes e brancos são a 3.º melhor equipa a fazê-lo nesta Liga. Quando esta linha de pressão é batida, a equipa procura organizar-se, fechando os caminhos à baliza de Rui Silva e tem sido isso um dos trabalhos em que Rui Borges tem insistido com os jogadores, com o intuito de manter a baliza a salvo.

Defesa continua sem Zeno Debast

A solidez defensiva do Sporting, segundo defesa menos batida do campeonato com 12 golos, superada apenas pela do líder FC Porto, que só sofreu sete, tem nos centrais Diomande e Gonçalo Inácio esteios, na baliza Rui Silva.

Eduardo Quaresma junta-se na equipa de centrais de que também faz paste Zeno Debast. O internacional belga, porém, tem estado afastado por lesão e ainda não deve voltar para o jogo de sábado, deslocação ao terreno do Moreirense na jornada 23.

Debast, recorde-se, tinha-se lesionado com o Marselha no dia 22 de outubro de 2025 e voltou às opções de Rui Borges quase três meses depois, jogou 8' no 3-0 ao Casa Pia a 16 de janeiro. Fez entretanto mais um jogo, com o Arouca (2-1 a 24 de janeiro), mas voltou a sair lesionado aos 81'. Desde então não mais foi opção para o treinador e ainda não deve ser para o encontro de Moreira de Cónegos.