Altimira: «Hjulmand? Sinto-me preparado para assumir esse papel»
Quinze dias depois de ter iniciado a aventura de leão ao peito, Sergi Altimira garante que a adaptação ao Sporting está a correr da melhor forma. Contratado ao Betis por 18 milhões de euros, mais dois por objetivos, o médio espanhol de 24 anos assinou contrato até 2031 e ficou blindado com uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros. Em entrevista à Sporting TV, o reforço leonino falou dos primeiros dias de trabalho, da exigência de Rui Borges, da concorrência no meio-campo e da ambição de conquistar títulos em Alvalade.
«Desde o primeiro dia em que cheguei criei logo uma boa relação com o mister e com todo o staff. Tem muito claro o papel que quer que eu tenha na equipa. Estou encantado, poder dar o máximo por este clube é um privilégio. Tenho tentado adaptar-me ao que o treinador pede e ao que o clube pede também. Sei que vou melhorar cada vez mais na minha posição e tenho a certeza de que vamos ter um grande ano.»
A concorrência no meio-campo é elevada, mas o espanhol encara-a como algo positivo. «Ainda me estou a adaptar. São muitas caras novas que chegaram esta temporada. Há muita concorrência sempre na equipa, mas é uma concorrência muito saudável entre nós. Ajuda-nos a todos a melhorar.»
Além de Altimira, também Silas Andersen, Issa Doumbia e Pedro Lima chegaram para reforçar o setor intermédio. Apesar do pouco tempo de trabalho, acredita que as rotinas vão aparecer naturalmente. «Não é fácil sermos todos novos no meio-campo porque só a jogar e a treinar é que nos começamos a entender melhor. À medida que o tempo vai passando vamos entender-nos cada vez melhor. Também é para isso que servem estes jogos.»
O antigo jogador do Betis mostrou-se impressionado com a dimensão do Sporting. «Estou muito feliz por estar aqui. O Sporting é um clube muito grande e tenho muita vontade de começar a competição e a época.»
«O que mais me surpreendeu foi a maneira carinhosa de como me receberam. Os meus colegas receberam-me muito bem e acredito que isso é importante porque chegas a um clube novo e conseguires sentir-te em casa é muito importante.»
Nesse processo, Iván Fresneda teve um papel especial. «Guiou-me pela Academia e por todas as instalações. Também me traduz algumas expressões que até é melhor eu não entender. Desde o primeiro dia falou logo comigo e está a ajudar-me muito.»
Altimira também destacou a ligação imediata aos adeptos leoninos. «Mesmo antes de chegar já sentia que os adeptos queriam que eu viesse. Estou muito contente por poder estar aqui. Também tenho muita vontade de ver os adeptos em Alvalade e partilhar bons momentos com eles.»
Sobre o balneário que encontrou, destacou a juventude e o ambiente vivido diariamente. «O facto de serem muito jovens surpreendeu-me muito. São muito divertidos, há muita diversão e bom humor e acredito que isso vai ser fundamental para, no final da temporada, conseguirmos atingir todos os objetivos.»
«O grupo estar sempre unido com bom ambiente é muito importante porque depois, dentro de campo, damos tudo pelos companheiros de equipa e acaba por ser muito importante ter uma boa relação com todos.»
Questionado sobre o legado deixado por Morten Hjulmand e Morita, o espanhol garantiu sentir-se preparado para assumir responsabilidades. «Tanto o Morita como o Morten foram jogadores muito importantes para o clube, jogadores que tinham muita qualidade. Mas sinto-me preparado também para assumir esse papel. Sei que não é fácil, mas sinto-me preparado.»
A estreia em frente aos adeptos, diante do Celtic, foi outro dos temas abordados. «Foi muito bonito, as primeiras vezes são sempre especiais. Ainda não estou a cem por cento fisicamente, mas estou muito feliz por poder vestir esta camisola e sei que me vou sentir cada vez melhor com o passar dos dias.»
«Vamos melhorar cada vez mais e subir o nível. Mas podem estar tranquilos porque nós vamos dar tudo pelo Sporting.»
Quando questionado sobre o momento que mais espera viver, a resposta surgiu sem hesitações. «Jogar em Alvalade, sem dúvida. E jogar a Liga dos Campeões no Estádio José Alvalade. Era uma competição que via desde pequeno com o meu pai e com a minha família. Quando ouvia o hino já ficava arrepiado. Nem quero imaginar quando estiver dentro de campo.»
Por fim, deixou clara a ambição com que chegou a Alvalade. «Desde o primeiro dia vim com o objetivo claro de ajudar a equipa ao máximo para voltarmos a ganhar. É um grande objetivo para mim nesta nova etapa da minha carreira. Sinto-me muito feliz e preparado para dar este passo. Sei que este ano vamos conseguir conquistar coisas muito importantes.»