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Árbitro da final do Mundial já foi detido numa rusga a festa com drogas e prostituição
Slavko Vincic, nomeado pela FIFA para arbitrar a final do Mundial 2026 entre Espanha e Argentina, no próximo domingo, foi protagonista de um episódio controverso em 2020, ao ser detido numa operação policial na Bósnia.
Na altura, o juiz esloveno foi detido durante uma rusga a uma festa na cidade bósnia de Bijeljina, onde havia prostitutas e onde foram encontradas drogas e armas, mas não foi acusado e acabou por ser libertado depois de ter prestado depoimento como testemunha.
No total, a operação policial resultou na detenção de 26 homens e nove mulheres, incluindo a empresária Tijana Maksimovic, que as autoridades acreditavam ser a líder de uma rede de prostituição. Durante a rusga, foram apreendidos quatro pacotes de cocaína, 10 pistolas, três coletes de proteção e mais de 10 mil euros em várias moedas. Maksimovic viria a declarar-se culpada no ano seguinte, enfrentando uma proposta de pena de um ano de prisão, acusada de aliciar jovens sérvias para festas na Bósnia.
Vincic, que não foi acusado de envolvimento direto na rede, explicou na altura ao jornal esloveno Vecer que a sua presença no local foi acidental. «Encontrei-me nesta propriedade por acaso. Tenho a minha própria empresa e estava na Bósnia e Herzegovina para uma reunião de negócios», afirmou. «Aceitei um convite para almoçar, o que se revelou o meu maior erro. Lamento-o. Estava sentado a uma mesa com a minha comitiva quando, de repente, a polícia apareceu e aconteceu o que aconteceu.»
«Não tenho nada a ver com o grupo que foi detido, nem os meus parceiros de negócios. Sim, levaram-nos à polícia, interrogaram-nos como testemunhas e, quando se descobriu que nem sequer os conhecíamos, pudemos ir embora», contou ainda.
Na altura, Vlado Sajn, presidente da Associação de Árbitros de Futebol da Eslovénia, defendeu Vincic, descrevendo o caso como «uma teia de circunstâncias infelizes». «Segundo as informações que recolhemos de fontes oficiais e não oficiais, e também do próprio Slavko, ele não é suspeito de nada, não foi instaurado qualquer processo contra ele. Ele encontrou-se no lugar errado à hora errada», declarou Sajn.
Desde então, Slavko Vincic acumulou um currículo notável, tendo arbitrado recentemente a final da UEFA Champions League em 2024 entre o Borussia Dortmund e o Real Madrid (0-2).
Na época passada apitou o Real Madrid-Benfica e tinha estado no último jogo de José Mourinho pelo Fenerbahçe, precisamente eliminado da Champions na Luz, na segunda mão do play-off de acesso à fase de liga da Champions League.
A única experiência anterior a apitar um jogo da Argentina foi no Mundial de 2022, na surpreendente derrota da equipa de Messi frente à Arábia Saudita. Para a seleção espanhola, a nomeação de Vincic pode ser considerada um bom presságio, já que não perdeu nenhum dos 5 jogos disputados com ele ao comando: 2-2 contra a Colômbia (2017), 0-0 com a Suécia no jogo de abertura do Euro 2020, 2-1 contra a Itália nas meias-finais da Liga das Nações de 2023, 1-0 com a Itália em Gelsenkirchen e 2-1 com a França nas meias-finais do Euro 2024.
Já neste torneio, dirigiu três partidas: a vitória do México sobre o Equador, o empate do Brasil com Marrocos e a vitória da Argélia sobre a Jordânia.
O árbitro terá como assistentes os compatriotas Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic, enquanto o jordano Adham Makhadmeh será o quarto árbitro no jogo que se disputará no MetLife Stadium.
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