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Árbitro da final do Mundial foi detido em festa com drogas e prostituição
A FIFA nomeou o esloveno Slavko Vincic para arbitrar a final do Mundial entre Espanha e Argentina, no domingo, seis anos após o juiz ter sido detido numa festa que envolvia drogas e prostituição, tendo sido posteriormente libertado sem qualquer acusação.
O jogo mais importante do futebol mundial, que colocará frente a frente a Argentina, detentora do título, e a Espanha, campeã europeia, será disputado no domingo à tarde.
A arbitragem estará a cargo de Vincic, de 46 anos, que já esteve presente na final da Liga dos Campeões de 2024, na qual o Real Madrid venceu o Borussia Dortmund. Contudo, a sua carreira ficou marcada por um escândalo em 2020, quando foi detido pela polícia numa festa na cidade bósnia de Bijeljina.
Na operação policial, foram detidas nove mulheres e 26 homens, tendo sido apreendidos quatro pacotes de cocaína, 10 pistolas, três coletes de proteção e mais de 8 mil euros em dinheiro. Vincic foi detido apenas na qualidade de testemunha e não foi acusado de envolvimento na rede.
Uma das pessoas detidas na festa, Tijana Maksimovic, declarou-se mais tarde culpada de incitamento à prostituição a nível internacional, tendo sido proposta uma pena de um ano de prisão.
Na altura, em declarações ao jornal esloveno Vecer, Vincic explicou a sua presença no local. «Fui parar a esta quinta por acaso. Tenho a minha própria empresa e estava na Bósnia e Herzegovina para uma reunião de negócios», afirmou. «Aceitei um convite para almoçar, o que se revelou o meu maior erro. Arrependo-me. Estava sentado à mesa com a minha companhia, de repente a polícia apareceu e aconteceu o que aconteceu», contou.
O árbitro distanciou-se dos restantes detidos: «Não tenho nada a ver com o grupo que foi detido e preso, nem os meus parceiros de negócios. Sim, levaram-nos mesmo à polícia, interrogaram-nos como testemunhas e, quando se descobriu que nem sequer os conhecíamos, pudemos ir embora».
Por sua vez, Vlado Saijn, presidente da Associação de Árbitros de Futebol da Eslovénia, saiu em defesa de Vincic. «Ele encontrou-se no lugar errado à hora errada. Foi convidado para uma festa onde estava um grande grupo de pessoas, das quais não conhecia a grande maioria», disse Saijn. «Considero esta história uma teia de circunstâncias infelizes, vincou.