Alexis Guerin conquista a Torre e a amarela: «Foi uma vitória impressionante»
O francês Alexis Guerin, de 34 anos, da Anicolor-Campicarn, protagonizou um dos grandes momentos da Volta a Portugal ao vencer isolado a quarta etapa, com chegada à Torre, e assumir a liderança da classificação geral. Num desempenho de enorme autoridade na subida final, o corredor francês deixou para trás toda a concorrência e conquistou a camisola amarela no ponto mais alto de Portugal continental.
«Estou muito contente. Foi uma vitória impressionante, a maior da minha carreira. E ainda mais porque a minha mulher e a minha filha estiveram aqui a assistir», confessou Guerin no final da etapa, visivelmente emocionado com o triunfo.
A vitória teve também um significado especial para a Anicolor-Campicarn, numa jornada em que a estratégia da equipa funcionou na perfeição. Guerin destacou o trabalho dos companheiros.
«Foi muito importante também para a minha equipa. A tática funcionou na perfeição, com o Louis Ferreira e o Artem Nych, foi espetacular», sublinhou.
O triunfo permite a Guerin ultrapassar na geral o russo Artem Nych, vencedor das duas últimas edições da Volta a Portugal e colega de equipa. Mas o francês rejeita a ideia de uma disputa interna pela liderança.
«Não penso assim. Agora estou à frente, mas estamos ao mesmo nível. Trabalhamos para a equipa e como amigos e colegas. Em primeiro lugar estão os interesses da equipa», afirmou.
A diferença foi construída na subida à Torre, depois de Guerin ter lançado o ataque a cerca de 15 quilómetros da meta. A partir daí, enfrentou sozinho uma das ascensões mais exigentes da Volta.
«A subida é muito longa e dura. Nunca mais acabava…», descreveu, resumindo a dureza dos quilómetros finais.
Com a camisola amarela sobre os ombros, Guerin terá agora pela frente o contrarrelógio de segunda-feira, uma etapa que poderá voltar a mexer com a classificação geral. O francês, porém, prefere não antecipar o resultado e concentra-se na recuperação.
«Não sei. Primeiro vou descansar, dormir bem, comer bem e… voltar a comer… Vamos ver», respondeu, antes de deixar uma frase que traduz bem a importância que atribui à prova portuguesa: «A Volta a Portugal é muito dura e competitiva. É o meu Tour de França.»
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