Sporting: lateral-esquerdo espreita onze e tem renovação na mira
Rodrigo Dias prepara-se para assumir a titularidade no lado esquerdo da defesa leonina na exigente deslocação ao terreno do SC Braga, no reatamento da Liga após a paragem para os compromissos das seleções, e depois do empate, a dois golos, com o Arouca, em Alvalade.
O jovem lateral-esquerdo está a postos para render Maxi Araújo pela segunda vez esta temporada — a primeira foi no arranque da Liga, diante do E. Amadora (2-2), face a castigo do uruguaio, tendo cumprido os 90 minutos —, numa altura em que o futuro a longo prazo também começa a ser desenhado pela administração leonina, com uma revisão contratual no horizonte que visa a prorrogação.
A provável ausência de Maxi Araújo abre novamente as portas do onze ao jovem leão. O internacional uruguaio enfrenta uma gestão logística e física muito complexa, uma vez que estará ao serviço da seleção na Índia a escassos três dias antes do compromisso do Sporting em Braga, o que torna a sua utilização extremamente difícil.
Com o marroquino Moncef Zekri ainda sem selo de apto — o lateral-esquerdo está em trabalho específico de recuperação física e ainda não se estreou de leão ao peito, tendo chegado a Alvalade este verão — as opções recaem de forma natural sobre Rodrigo Dias.
Uma vida de leão ao peito
A oportunidade na equipa principal surge como o culminar de um longo percurso de fidelidade ao clube. Rodrigo Dias completou 21 anos em julho e carrega consigo uma folha de serviço de 15 anos de ligação contratual ao Sporting. O defesa chegou às escolas do Polo EUL, Estádio Universitário de Lisboa, com apenas cinco anos e fez todo o trajeto formativo na Academia Cristiano Ronaldo.
Segurança e polivalência no setor recuado — capaz de atuar em ambos os corredores ou como central numa linha de três —, o camisola 50 consolidou o seu espaço na equipa B ao longo das últimas temporadas, na Liga 2, e conquistou Rui Borges durante o estágio de pré-época, assumindo-se como a alternativa imediata no plantel a Maxi Araújo, que, sabe-se, é o dono da posição.
Paralelamente ao foco no relvado, o futuro do defesa, internacional pelas camadas jovens de Portugal, está a ser acautelado nos gabinetes. Com um vínculo até 2028, Rodrigo Dias integra o rol de jovens talentos cujas condições a administração pretende rever e melhorar no decurso desta época, premiando a evolução e segurando um ativo perante o mercado.