Lance entre o avançado do FC Porto e o lateral do Benfica foi um dos que causaram muita polémica no duelo do último domingo, no Dragão
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A revolução silenciosa de Marco Silva no Benfica

Muito mudou no onze de há um ano para cá e do final da última época para o início desta; apenas quatro dos mais utilizados em 2025/26 mantém o estatuto na campanha em curso; técnico aproveitou ‘armas’ que já estavam na Luz, só Lenglet e, agora, Palhinha escapam

Nova época, novo treinador, novas ideias, mas onzes praticamente alicerçados em jogadores que já estavam nos quadros do Benfica, ainda que com uma base substancialmente diferente — sobretudo no eixo defensivo, com as saídas de Otamendi e António Silva —, que fez cair mais de metade dos 11 nomes mais utilizados por Bruno Lage e José Mourinho.

E não apenas no período homólogo de 2025/26, ou seja, ao cabo dos mesmos 14 jogos oficiais já riscados do calendário desta temporada, mas também no final da época anterior, com as diferenças a manterem-se gritantes em relação ao que está a ser observado em 2026/27.

Sem grande alarido, e no espaço de três meses, Marco Silva foi construindo os alicerces do novo Benfica a contar com todos os jogadores que transitaram da época anterior, a saber quais os que poderiam sair até ao fecho da janela de transferências e à espera de caras novas, a principal das quais João Palhinha.

Para começar a moldar um onze-base teve trabalho pouco facilitado por causa das chegadas mais tardias envolvendo os mundialistas e pelas indefinições do mercado, que só no início de setembro permitiram deixar o plantel fechado.

Chegados à primeira pausa competitiva doméstica, percebe-se que Marco Silva promoveu revolução silenciosa que ainda não terminou e que tem menos lugares cativos em relação à época anterior — basta ver, por exemplo, a utilização da dupla Palhinha/Aursnes, à qual recorreu pela primeira vez no jogo em Milão, mantendo-a no Dragão, quando Leandro Barreiro e Barrenechea (que sofreu lesão grave antes do clássico) tinham sido escolhas iniciais mais vezes.

Vamos, então, aos dados. Comparando os primeiros 14 jogos oficiais da época passada com os desta, sobram apenas três jogadores entre os 11 mais utilizados por Marco Silva: Dahl, Pavlidis e Barrenechea. Otamendi, António Silva, Dedic, Richard Ríos e Ivanovic saíram, Schjelderup, Aursnes e Trubin perderam espaço. Mas se no ano passado, por esta altura, o plantel tinha Otamendi como totalista e vários jogadores com participação em todas as partidas realizadas, em 2026/27 o plantel de Marco Silva não tem qualquer totalista, nem sequer um jogador que tenha sido utilizado nos 14 jogos realizados (por causa da rotação em Milão antes do Dragão). Marco Silva conta com (quase) todos e provou-o na primeira jornada da Liga Europa com o triunfo em Milão.

Os 11 mais utilizados por Marco Silva no Benfica 26/27:

Galeria de imagens 11 Fotos

Ainda assim, em comparação com os 11 mais utilizados em toda a temporada passada, o panorama muda pouco, em vez de três, sobram quatro jogadores entre os mais utilizados por Marco Silva, bastando acrescentar Leandro Barreiro ao lote que já contava com Dahl, Pavlidis e Barrenechea.

Outro dado que salta à vista é o peso reduzido dos reforços desta temporada nas principais opções do técnico. Só há um nos 11 mais utilizados por Marco Silva até agora, o central Lenglet, por razões óbvias, mas Palhinha, já se percebeu, veio para ficar de pedra e cal no onze. No resto, todas as principais opções já estavam na Luz e, com o indelével dedo de Marco Silva, várias estão a render muito mais, casos de Pavlidis, Prestianni ou de Leandro Barreiro.

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