Alexis Guerin (Anicolor), vencedor da etapa da Serra da Volta 2026 (Nuno Veiga/LUSA)
Alexis Guerin (Anicolor), vencedor da etapa da Serra da Volta 2026 (Nuno Veiga/LUSA)

Volta a Portugal: Alexis Guerin vence 'à Pogacar' na Torre

Francês da equipa Anicolor atacou a 15 quilómetros da meta e não mais foi alcançado, conquistando a camisola amarela. O companheiro de equipa Artem Nych foi segundo, coroando o domínio da equipa portuguesa na quarta etapa da prova

Alexis Guerin fez uma exibição à Pogacar na Serra da Estrela e venceu isolado no Alto da Torre, a quarta etapa da Volta a Portugal, com partida em Figueiró dos Vinhos, na extensão de 154,6 quilómetros, conquistando largamente a camisola amarela.

O francês da equipa Anicolor atacou a 15 quilómetros da meta e não mais foi alcançado, atingindo o ponto mais alto de Portugal continental com uma significativa vantagem de 1.44 minutos sobre o companheiro de formação e defensor do título da prova, o russo Artem Nych, segundo na tirada. 

Atrás do duo Anicolor, que dominou a etapa, cortou a meta o português Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista), a 1.56 minutos do vencedor, na terceira posição. O espanhol Jokin Murguialday (Euskatel) e José Neves (GI Group Simoldes) fecharam o top-5, ambos a 1.58 minutos.

Na classificação geral, Alexis Guerin passa a ser o líder, com 1.26 minutos sobre Artem Nych, em vésperas de mais uma importante etapa, o contrarrelógio Anadia-Águeda (17,4 km).

Os onze corredores que compuseram o grupo que constituiu a fuga desde os primeiros 35 quilómetros foram alcançados, um a um, já durante a subida final, depois terem sido controlados a uma distância que raramente superou os três minutos pelo pelotão liderado pela Anicolor durante toda a perseguição, denunciando desde logo as ambições da equipa do vencedor das duas últimas edições da prova, Artem Nych.

Entre os fugitivos encontrava-se o camisola amarela Rui Oliveira, situação invulgar, que, ao contrário da Anicolor, revelava o desapego do português da UAE Emirates pela liderança da classificação geral, já a apontar a camisola de outra cor, a laranja, dos pontos.

Na aproximação à Covilhã, a Efapel e a Euskatel-Euskadi renderam a Anicolor na condução do pelotão, endurecendo o ritmo, que rapidamente fez a vantagem da fuga baixar dos dois minutos à entrada da subida para a Torre.

No entanto, nos primeiros quilómetros da ascensão, foi a Credibom-LA Alumínios e depois, de um modo mais consistente e a um ritmo moderado, a UAE Emirates, a assumirem as despesas na frente do pelotão cada vez mais restrito, mas ainda numeroso (cerca de 30 unidades) para o que é habitual nesta fase da subida, das mais inclinadas.

A 17 quilómetros do alto, o figurino da corrida mudou. A Anicolor regressou ao comando com Louis Ferreira a desfazer o grupo principal, reduzindo-o a não mais de uma dezena de corredores, com Tiago Antunes (Efapel) e Txomin Juaristi (Euskatel) entre as primeiras baixas importantes, e antecipando o ataque de Alexis Guerin.

A resposta à pujante iniciativa do francês, que abriu num ápice uma importante vantagem de cerca de 50 segundos, partiu de Adrià Pericas (UAE Emirates), com Artem Nych, Jokin Murguialday (Euskatel), José Neves (GI Group Simoldes) e Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista).

Após as Penhas da Saúde, perante a falta de entendimento dos perseguidores (com natural exceção de Nych, companheiro de equipa do líder da corrida) e o bom ritmo de Guerin, a distância disparou para cima dos 1.30 minutos.

A dois quilómetros da meta, Nych atacou no quinteto e destacou-se, apesar dos esforços de Pedro Silva, José Neves e Jokin Murguialday, enquanto Adrià Pericas cedia. O russo cortou a meta 1.44 minutos depois de Guerin em dia grande da Anicolor.

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