Alarme internacional pelas jogadoras iranianas que recusaram cantar o hino
A FIFPRO assumiu «sérias preocupações» com a segurança das jogadoras da seleção iraniana de futebol que recusaram cantar o hino do país num jogo frente à Coreia do Sul.
A posição de coragem surgiu pouco depois de os EUA e Israel terem atacado o Irão e anunciado a morte do aiatola Ali Khamenei, mas uns dias depois, no jogo frente à Austrália, as atletas voltaram a cantar o hino, no que jornalistas iranianos independentes revelaram ter sido uma obrigação.
«É completamente óbvio que o regime da República Islâmica e a equipa de segurança que acompanha os jogadores na Austrália os obrigaram a cantar e a fazer a saudação militar», afirmou Alireza Mohebbi, correspondente da Iran International TV na Austrália.
Agora, com o anúncio de que a sucessão do poder no Irão será feita pelo filho do antigo líder, a FIFPRO alerta para possíveis represálias que as jogadoras possam receber no regresso ao país.
«A realidade neste momento é que não conseguimos contactar as jogadoras. Isto é extremamente preocupante. Não é algo novo, tem acontecido desde que a repressão se intensificou em fevereiro e janeiro», disse Beau Busch, presidente da FIFPRO para a Ásia e Oceânia, citado pela Reuters.
«Estamos realmente preocupados com as jogadoras, mas a nossa responsabilidade agora é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir que estão em segurança, o que é uma situação realmente desafiante», acrescentou.