Na projeção do embate frente ao Alverca, Hugo Oliveira não escondeu que a temporada tem sido de excelência
Na projeção do embate frente ao Alverca, Hugo Oliveira não escondeu que a temporada tem sido de excelência

Hugo Oliveira: «Há uma junção de saudosismo com orgulho...»

Treinador do Famalicão já sente saudades de uma época que ainda não terminou, mas sempre com o foco no duelo diante do Alverca e que pode ser histórico para os minhotos. Elogios a rodos ao trabalho feito pelos ribatejanos e para a liderança de Custódio Castro

O Famalicão está às portas de um sonho, uma vez que o 5.º lugar, caso seja confirmado, poderá garantir uma inédita presença do clube nas competições europeias — algo que (também) só acontecerá se o Sporting derrotar o Torreense na final da Taça de Portugal (será o emblema do Oeste a garantir esse acesso internacional se conquistar a prova rainha, sendo que, nesse cenário a 5.ª posição do campeonato não terá efeitos para as provas da UEFA da próxima temporada) —, mas, aconteça o que acontecer amanhã, por ocasião da receção ao Alverca, Hugo Oliveira é um treinador feliz. Feliz e muito orgulhoso.

O treinador dos azuis e brancos do Minho até já tem saudades... de uma caminhada que ainda não terminou. Porque, defende, tudo o que foi feito esta temporada roçou o limiar da excelência.

«O importante é dizer que há um misto de emoções dentro do clube. Há já um certo saudosismo porque estamos a finalizar a época, uma vez que gostamos tanto de cá estar e de trabalharmos juntos, mas também há um orgulho por tudo aquilo que temos vindo a fazer. E essa junção do saudosismo e do orgulho leva ao que é mais importante, que é ainda haver coisas para fazer. Há um jogo muito importante para jogar e queremos desfrutar de mais um momento com os nossos. Vai ser um jogo muito difícil, diante de um excelente adversário, e vamos ser iguais a nós próprios, jogando para ganhar», começou por projetar, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde desta sexta-feira, em Vila Nova.

E o reforço do que foi feito surgiu com palavras de elogio extensivas a toda a estrutura do clube. Porque, assume, um treinador, como é o seu caso, é apenas parte integrante de um projeto. Dando, claro está, o seu contributo. «Independentemente do que acontecer amanhã e do lugar da tabela em que possamos ficar, esta foi, na minha opinião, uma época de excelência do Famalicão. Foi a junção de um pensar e de uma ambição de quem lidera este clube com a ambição de uma equipa técnica super trabalhadora, que vive o clube 24 horas por dia, e tudo agarrado ao talento dos jogadores. Temos um plantel que é uma verdadeira família, que se ajuda mutuamente e que, juntos, caminhamos para o desenvolvimento. Olhando para estes meses em que tivemos juntos, acho que criámos muitos momentos bonitos para os nossos adeptos. Acho que é importante dizer que esta não é um projeto de treinador. O Famalicão tem a sua história e já é muito longa. Tem agora um capítulo com um novo proprietário e é um projeto que tem muito potencial. Não é um projeto do Hugo Oliveira. É um projeto dos jogadores, das pessoas que trabalham aqui no dia a dia. Eles ajudam-me a crescer a mim, eu ajudo-os a crescer a eles, e todos ajudamos o clube a crescer. Para mim, pessoalmente, o mais importante é dizer que ajudei a trazer esta consistência num clube que foi sempre difícil para os treinadores. Mas, acima de tudo, tenho-me divertido muito e sou feliz», assumiu, sem rodeios.

Falando concretamente do Alverca, elogios a rodos e a certeza de que se trata de um dos melhores trabalhos na realidade portuguesa em 2025/2026: «Olho para este Alverca e vejo um pouco do Famalicão no primeiro ano na Liga. A junção de muitos jogadores pela primeira vez, mas jogadores de muita qualidade. O Alverca tem jogadores de muita qualidade técnica, o Figueiredo, o Chiquinho, o Nabil [Touaizi], bem como dois centrais muito bom e um outro muito experiente, guarda-redes com muito potencial, bem como jogadores com mais experiência, como o Lincoln. E também com um bom treinador, muito rigoroso, pragmático e super organizado. É um projeto com pernas para andar e isso só poderia dar o resultado que deu, quiçá, um dos melhores trabalhos da época. É uma equipa muito boa, que nos vai trazer muitos problemas, mas nós olhamos muito para nós e para a nossa forma de estar. Vai ser um bom espetáculo de futebol e um bom momento para competir.»

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