A vida que ainda existe, a análise a João Pinheiro e a (não) conversa com Suárez: tudo o que disse Rui Borges
- Que conclusões retira deste jogo e de uma derrota com muitas emoções fortes?
- Conclusões? A entrega da equipa. O querer ganhar, a ambição, penso que acabámos por pagar essa ambição do primeiro ao último minuto. A equipa entrou bem, o Benfica razoavelmente intenso nos primeiros 15/20 minutos e o golo acabou por mexer com o ânimo da equipa que passou por um período a falhar alguns passes, a deixar o Benfica fazer algumas transições, ainda que só tenham feito um remate na primeira parte. Na segunda parte a equipa voltou a entrar bem, com maior tranquilidade, a procurar o golo, mas pagámos essa audácia com o 1-1, pois nunca deixámos de procurar o golo, de baixar linhas ou passar a defender a nossa baliza porque queríamos muito ganhar. Não podia pedir mais à equipa por tudo aquilo que deram. Coletivamente e individualmente.
- Disse antes do jogo que uma derrota deixaria as contas do título muito complicadas. Após a saída da Champions, esta derrota nos últimos instantes, ainda acredita no título?
- Fica mais difícil mas vamos continuar a lutar. Existem mais pontos sobre o primeiro, agora também com o segundo, mas vamos à procura de sermos felizes. Enquanto matematicamente for possível vamos fazer por isso. Claro que existe um desgaste físico e mental mas a equipa tem respondido de forma fantástica e isso não tira o mérito de tudo o que têm vindo a fazer. É levantar a cabeça e seguir porque na quarta-feira haverá mais um jogo de grande exigência e onde vamos querer lutar por um troféu que é nosso.
- Mas que impacto poderá ter esta derrota aliada à saída da Champions?
- Já tinha dito que a Champions não iria mexer com a equipa. Por tudo aquilo que foi feito. Esta noite poderá haver alguma tristeza, mas temos de lidar com ela, para amanhã voltar a focar no jogo de quarta-feira, de forma a manter a equipa ligada, com menos um dia para descansar. Mas vamos dar boa resposta, não tenho dúvida disso.
- Perdeu mais uma vez contra uma equipa grande em Portugal. Como se muda isto?
- É fácil… o futebol é isso mesmo. É perceber como é que perdemos ou melhor como não conseguimos ganhar.
- Suárez pediu desculpa aos adeptos por ter falhado o penálti. Foi um momento decisivo na sua opinião e já teve uma palavra com ele?
- Não tive nenhuma palavra com ele porque ele sabe a confiança que a equipa tem nele. Não é um lance que define um jogador. Agora, sim, foi um momento importante, até porque o Benfica marcou também de penálti e e mexeu em termos mentais. Mas a confiança que temos nele nunca seria colocada em causa devido a um lance. Tem dado muito ao Sporting.
- Antes do jogo disse que esperava que o árbitro estivesse à altura do jogo. Esteve? E o FC Porto pode encomendar as faixas de campeão?
- Foram três grandes equipas que estiveram aqui. Aqui ou ali, um ou outro lance, mas acho que fez uma boa arbitragem. Não vamos encomendar faixas nenhumas enquanto for possível. Enquanto houver vida vamos lutar por ela.
- O Sporting acusou desgaste, até porque o Benfica colocou muitos jogadores mais frescos no final…
- A falta de energia foi-se sentido. O Benfica refrescou os homens da frente, nós com jogadores mais desgastados, mas não foi por aí… O Benfica cresceu um pouco, mas não foi por aí. Foi porque queríamos muito ganhar e ficamos demasiado expostos em alguns momentos. E pagámos por isso. É a crueldade do jogo. Disse que o desgaste não iria servir de desculpa e não serve. Estou muito orgulhoso do que os rapazes fizeram.
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