Lionel Scaloni a falar com os jogadores durante a final do Mundial 2026
Lionel Scaloni a falar com os jogadores durante a final do Mundial 2026 - Foto: IMAGO

Scaloni comenta polémica: «Não posso acreditar no que me estão a perguntar...»

Selecionador argentino confirmou a continuidade no cargo e abordou os alegados problemas no balneário

Após a derrota da Argentina frente à Espanha (0-1) na final do Campeonato do Mundo de 2026, o selecionador Lionel Scaloni abordou os rumores sobre alegados problemas no balneário e confirmou a sua permanência no cargo, mostrando-se surpreendido com as questões sobre a união do grupo. Em causa está a conversa entre os atletas no regresso ao relvado para a segunda parte, com Lionel Messi a pedir calma.

À saída do centro de treinos da AFA, o técnico da albiceleste falou aos jornalistas e desmentiu categoricamente as especulações que circularam nas redes sociais sobre conflitos internos antes da final. «Não vejo redes, não tenho. E não faço ideia dos rumores», afirmou Scaloni, que reagiu com incredulidade quando questionado sobre a coesão da equipa: «Não posso acreditar no que me estão a perguntar...»

Apesar da desilusão pela derrota, o selecionador destacou a dignidade com que a equipa encarou o resultado. «Custa digerir que não ganhaste, porque uma pessoa tem o ADN de vencedor. Está bem que não ganhaste, porque na derrota somos nobres e pode-se tirar algo de positivo», refletiu.

Scaloni sublinhou que o maior legado deste ciclo vai além dos títulos, focando-se na forte ligação criada entre a seleção e os adeptos. «Conseguimos ter essa conexão com as pessoas. Somos difíceis de bater. Pode-se perder, mas desta maneira. O que a equipa deixou é algo muito bom para as pessoas e para os miúdos, que é o mais importante», explicou. O treinador partilhou ainda um momento emocionante do regresso ao país: «Quando íamos no autocarro e víamos aqueles miúdos de 8 ou 9 anos contentes, mesmo não tendo ganho, é algo maravilhoso».

Olhando para o futuro, Scaloni elogiou a entrega dos seus jogadores e expressou o desejo de que as gerações futuras mantenham o mesmo nível de compromisso. «O importante é que os rapazes deram o máximo. Deram uma demonstração de caráter. Oxalá que, no futuro, quem vier para a seleção dê o mesmo. Porque é um bom sinal», sustentou. Quanto à sua continuidade, o técnico dissipou todas as dúvidas. Embora tenha dito inicialmente que tinha «vontade de ver a família e continuar», confirmou a sua permanência de forma inequívoca quando pressionado: «Em setembro tenho de estar no centro de treinos».

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