Morita foi o melhor jogador do Sporting. Foto Miguel Nunes
Morita foi o melhor jogador do Sporting. Foto Miguel Nunes

Unidades-chave a acusar cansaço no jogo que nunca mais acabava (as notas do Sporting)

Suárez, Hjulmand e Maxi, sobretudo eles, pareceram 'estoirados' depois da intensidade de Londres, e sabe-se como o leão se ressente do que eles fazem ou não. Morita a alto nível, e afinal ficou a faltar um bocadinho para garantir a Champions
A figura: Morita (7)

Está em vários centros nevrálgicos do jogo, e nem sequer começou bem neste aspeto porque aos 26 minutos saltou na área, o braço ia no ar, a bola estava lá atrás mas foi bater-lhe na mão. À luz dos critérios definidos é penálti, à luz do bom senso muito haveria para discutir. Aos 64 minutos quase marcou e aos 72 marcou mesmo, e de cabeça! Foi o mais esclarecido entre os leões, tendo sobretudo de compensar o menor fulgor de Morten Hjulmand. Encontrou caminhos para Trincão e companhia, segurou quando era de segurar, despachou quando era para despachar. Terá sido das unidades que menos se ressentiram do esforço de Londres, ainda que tenha jogado 77 minutos frente ao Arsenal. Percebeu-se bem o desalento demonstrado no banco com o golo sofrido quase a terminar.

7 Rui Silva Aos oito minutos já brilhava, num daqueles cabeceamentos letais de Otamendi que levava selo de golo. Voltou a reagir bem a um péssimo corte de Diomande (31 minutos) e segurou remate de Dahl sem problemas de maior, ainda antes do intervalo. No penálti nada a fazer, e na segunda parte nova excelente intervenção a remate de Schjelderup.

5 Eduardo Quaresma No início aventurou-se mais vezes que o aconselhável nas saídas para a frente, destapando o flanco. Percebeu depois que não era tarde de grandes atrevimentos, até porque Schjelderup não estava em Alvalade para facilitar.

5 Diomande Controlou quase sempre o jogo aéreo, mas Otamendi ainda conseguiu causar perigo logo aos 8 minutos. À passagem da meia hora abordou mal um cruzamento de Schjelderup, valeu a atenção de Rui Silva entre os postes. Quando Rui Borges quis ter melhor saída de bola desde a defesa, e estando Inácio em dia-não, foi sacrificado para entrar Debast.

4 Gonçalo Inácio Teve tarefa ingrata, cabendo-lhe lidar com a irrequietude e a pujança física de Ivanovic. Entre dois ou três cortes de classe, vários passes errados, o que parece contranatura quando se fala de Gonçalo Inácio. Pode ser cansaço, pode ser intranquilidade, pode ser apenas um período menos bom.

5 Maxi Araújo — Não sabe jogar mal, a atitude competitiva e a vontade são constantes imutáveis em Maxi, mas a produção de jogo e a eficácia não foram as habituais. Muito menos influente no ataque do que é costume, viu-se em dificuldades na ponta final do encontro, a braços com a velocidade de Lukebakio, perdendo duelos diretos que não costuma perder. Realce para recuperação de bola que terminou com remate perigoso de Morita.

5 Hjulmand Esteve lá, está sempre, impõe respeito e é um certificado no meio-campo. Mas o discernimento esteve longe do habitual, parecendo dos jogadores fisicamente mais castigados pela quarta-feira europeia. Um amarelo desnecessário por protestos e um remate inócuo aos 55 minutos quando havia melhores soluções foram episódios ilustrativos desta ideia.

6 Geny Catamo Procurou a bola, mostrou-se sempre ao jogo, rematou quando pôde. Logo a abrir o jogo ia mesmo marcando, com uma carambola que Trubin defendeu para a barra de forma pouco ortodoxa mas eficaz. Continua num bom momento de forma e leva vários meses como um dos leões mais influentes.

6 Francisco Trincão Sem ter das melhores tardes que já se lhe viram, não deixou de ser foco constante de preocupação para os encarnados. Sofreu o penálti que o Sporting desperdiçou, foi importante na subida de produção leonina em busca do empate e aos 90+6 quase restabelecia a igualdade, num remate perigosíssimo a rasar o poste esquerdo.

6 Pedro Gonçalves Está a milhas do que já provou ser, o que não deixa de ser normal face à inconstância da época, com muitos problemas físicos e a consequente falta de embalo. Sabe-se, porém, quem é Pote, e aos 50 minutos inventou uma oportunidade de ouro com remate ao poste. Aos 64 serviu Morita para outro lance de grande perigo e pouco depois saiu.

4 Luis Suárez Uma sombra daquele que tem sido o futebolista mais importante da boa época leonina. O desperdício do penálti aos 19 minutos tê-lo-á marcado (até porque o Benfica chegou à vantagem pouco depois, também de grande penalidade), mas o bom trabalho de Tomás Araújo e Otamendi é muito para aqui chamado. Dominou mal bolas que não costumam fugir-lhe, deixou-se antecipar quando isso parecia improvável.

4 Vagiannidis Ainda que a responsabilidade do golo decisivo deva ser dividida com outros (inclusivamente com a boa jogada do Benfica), não fica bem na foto ao deixar espaço para Barreiro e depois não conseguir evitar que Rafa marcasse.

6 Debast Cruzamento para o empate, ótima participação na jogada do golo anulado a Nel. Entrar melhor era difícil.

5 Quenda Agitou na esquerda, mostrando-se mais acutilante que Pote.

5 Daniel Bragança Em poucos minutos, tempo para quase ter conseguido o golo da vitória.

5 Rafael Nel — Esteve dois segundo na maior das glórias, falhou-a por uns centímetros que determinaram o fora-de-jogo do que teria sido o golo da vitória. Na jogada seguinte o Benfica marcou...

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