A qualidade de Suárez, a resposta ao FC Porto e o desgate absurdo evitado: tudo o que disse Rui Borges
— O que esperar deste jogo com o Moreirense?
— Para mim é especial porque volto a uma casa a que sou grato e que vai ser especial para sempre na minha vida. Tem crescido muito e tem criado um grande estatuto na I Liga. Joga bem e cria grandes dificuldades em casa. O treinador está também a fazer um bom trabalho. Sabemos que é sempre um campo difícil, mas tudo faremos para ganhar.
— O que se passa com Debast que está a tardar em voltar e com Ioannidis, que estava para jogar contra o Famalicão mas acabou por ficar de fora?
— Sobre o Debast não vou estar a aprofundar aqui, está a fazer um processo de recuperação normal e penso que está próximo de regressar, talvez mais uma ou duas semanas. Quanto ao Ioannidis está a recuperar também e pode estar nos convocados amanhã. Ainda não é certo mas há essa possibilidade.
— Esta é uma altura de pedir mais pragmatismo à equipa?
— Não é o pragmatismo, apenas temos de fazer uma segunda volta melhor. Não ficámos em primeiro por isso temos de fazer melhor. As equipas vão ser mais competitivas na segunda volta e os jogos também poderão ficar mais feios, porque todos só pensam em ganhar. Às vezes esse pragmatismo pode levar-nos a pensar que temos de marcar e que temos de fazer um golo se não perdermos. Mas não tenho dúvidas de que isso não vai afetar a mentalidade dos jogadores.
— Como responde ao recente ataque que o FC Porto lançou ao Sporting e à defesa que Frederico Varandas fez do clube?
— Não vou comentar isso, o presidente já falou o que tinha a falar.
— O facto de o Benfica ter vivido uma semana muito conturbada, com diversos casos, enquanto o Sporting teve uma semana tranquila, sem jogo a meio, dá-vos vantagem nesta altura?
— Vocês [jornalistas] vão variando a atenção pelos três e isso não vai mexer com o desfecho do campeonato. Pode afetar uma ou outra coisa que ouçam ou leiam, mas não mais do que isso. Foi também importante evitar este dois jogos de Champions com a passagem direta aos oitavos, o que mais dois jogos e um desgaste absurdo.
— A equipa tem sentido demasiado a pressão, uma vez que tem ganho quase sempre no final dos jogos?
— A pressão faz parte de qualquer atleta ou equipa de alta competição. Claro que é importante jogar bem, mas nem sempre é possível estar a ganhar 2-0 aos 20 minutos e acabar por vencer por 4-0 ou 5-0. Penso que no último jogo estivemos bem, penso que batemos o recorde de cantos ganhos. Mas as equipas também defendem cada vez melhor. Eu quero é ganhar os jogos todos. Nem me importava de ganhar sempre por 1-0 até ao fim do campeonato nem com golos ao 90. Por mim, estaria tudo bem...
— O Moreirense, no jogo da primeira volta, gastou algum tempo e teve uma atitude mais de contenção. O que espera deste adversário este sábado?
— Sei bem o que é o Moreirense a jogar em casa e fora. Numa fase inicial, às vezes as equipas começam a perder tempo para criar alguma expectativa, mas temos de saber aguentar a pressão. O encontro da primeira volta foi dos nossos melhores jogos, mas este será diferente. Espero um Moreirense a tentar dividir o jogo e a querer jogar e muito diferente do jogo da primeira volta.
— O FC Porto visou-o diretamente, dizendo que no últimos tempos aprendeu a mexer no 'tablet' e a ver as imagens mais rapidamente. Quer responder?
— Sim, cresci nos anos 80, a brincar na rua, com a minha mãe a chamar-me à varanda para ir comer a sopa às 21h30, sem tablets nem novas tecnologias. Com muito boa educação. Depois, se calhar o FC Porto tem razão... Em termos de tablets, imagens e tecnologias está à frente de todos os outros...
— Tem-se notado que algumas pedras importantes, como Hjulmand, Morita, Trincão ou Pedro Gonçalves têm estado num nível um pouco abaixo. Que explicação tem para isso? É só cansaço?
— Quanto ao Pote e ao Morita têm estado dentro do expectável, com um bom acerto de passe, assim como o Hjulmand, mas nem sempre podem estar no máximo, faz parte. No último jogo até penso que o Trincão fez o recorde de remates...
— Vai voltar a contar com Luis Suárez, que tem estado em plano de destaque. Espera que, desta vez, ele marque antes dos 90'?
— Também pode ser aos 90', que ele também os tem marcado. É o nosso melhor marcador, que acrescenta muito à equipa com as suas qualidades. Tem marcado muitos golos e é um jogador fora do normal.
— Qual o ponto mais forte que identifica neste Moreirense?
— Será bater o bloco defensivo. Têm tido grandes equipas nos últimos anos e têm acrescentado bastante juventude. Muito forte coletivamente e no ataque rápido, mas também gostam de ter bola. Depois têm algumas individualidades, como o Alanzinho que tem qualidade para outros voos. Depois há o Maracás e o Gilberto que são dois centrais muito rápidos. E o Dinis Pinto que pode chegar longe. são defesas muito bons e que foram meus jogadores
— Luís Guilherme jogou já jogou nas três posições atrás do ponta-de-lança. Onde é que encaixa melhor?
— Luís Guilherme trouxe o que eu disse, pode jogar à direita, esquerda ou por dentro. Tem um enorme futuro pela frente. Tem uma qualidade muito boa, já jogou nas três posições e ainda se está a adaptar.
— O João Simões tem sido preterido do onze nos últimos jogo. Porquê?