Um estádio e minicampos: FIFA e Board of Peace revelam plano na reconstrução de Gaza
A FIFA, organismo que rege o futebol mundial, anunciou uma parceria com a Board of Peace, nova organização liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atrair investimento de líderes e instituições globais para o desenvolvimento sustentável em regiões afetadas por conflitos, utilizando o futebol como ferramenta.
A primeira reunião decorreu nas últimas horas e foi focada no fundo de reconstrução de Gaza, que visa reerguer o território após o desarmamento do Hamas.
O plano de colaboração com a FIFA prevê a construção de 50 minicampos perto de escolas e áreas residenciais em Gaza, cinco campos de futebol em vários distritos, uma academia da FIFA e um novo estádio nacional com capacidade para 20 mil espetadores.
FIFA and the Board of Peace announce strategic partnership to drive recovery and peace through football
— FIFA Media (@fifamedia) February 20, 2026
⚽️ Comprehensive recovery programme for Gaza, Palestine, combining infrastructure, education and elite development
⚽️ 50 FIFA Arena mini-pitches, full-size pitches, a FIFA… pic.twitter.com/mPpfOiIEIk
Segundo Donald Trump, a FIFA irá angariar 75 milhões de dólares /64 milhões de euros para estes projetos relacionados com o futebol em Gaza.
Num comunicado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, destacou a importância do acordo. «Hoje, a FIFA e o Board of Peace assinaram um acordo de parceria histórico que irá fomentar o investimento no futebol com o propósito de ajudar no processo de recuperação em áreas pós-conflito», afirmou.
De acordo com a FIFA, o programa dará também ênfase à criação de empregos, à participação juvenil, à organização de ligas para rapazes e raparigas, ao envolvimento da comunidade e ao estímulo das atividades comerciais locais.
No entanto, esperam-se desafios significativos nos próximos meses, nomeadamente o desarmamento dos combatentes do Hamas, a retirada das tropas israelitas, a necessidade de reconstrução e o fluxo de ajuda humanitária para a população devastada pela guerra.
Ao mesmo tempo, Infantino e o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, foram acusados de «cumplicidade em crimes de guerra» e «crimes contra a humanidade no território palestiniano ocupado», numa queixa formal apresentada ao Tribunal Penal Internacional (TPI).