Presidente da FIFA no Board of Peace Instagram/Gianni Infantino
Presidente da FIFA no Board of Peace Instagram/Gianni Infantino

Um estádio e minicampos: FIFA e Board of Peace revelam plano na reconstrução de Gaza

Organismos anunciaram parceria para intervenções em zonas de conflito através do futebol

A FIFA, organismo que rege o futebol mundial, anunciou uma parceria com a Board of Peace, nova organização liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para atrair investimento de líderes e instituições globais para o desenvolvimento sustentável em regiões afetadas por conflitos, utilizando o futebol como ferramenta.

A primeira reunião decorreu nas últimas horas e foi focada no fundo de reconstrução de Gaza, que visa reerguer o território após o desarmamento do Hamas.

O plano de colaboração com a FIFA prevê a construção de 50 minicampos perto de escolas e áreas residenciais em Gaza, cinco campos de futebol em vários distritos, uma academia da FIFA e um novo estádio nacional com capacidade para 20 mil espetadores.

Segundo Donald Trump, a FIFA irá angariar 75 milhões de dólares /64 milhões de euros para estes projetos relacionados com o futebol em Gaza.

Num comunicado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, destacou a importância do acordo. «Hoje, a FIFA e o Board of Peace assinaram um acordo de parceria histórico que irá fomentar o investimento no futebol com o propósito de ajudar no processo de recuperação em áreas pós-conflito», afirmou.

De acordo com a FIFA, o programa dará também ênfase à criação de empregos, à participação juvenil, à organização de ligas para rapazes e raparigas, ao envolvimento da comunidade e ao estímulo das atividades comerciais locais.

No entanto, esperam-se desafios significativos nos próximos meses, nomeadamente o desarmamento dos combatentes do Hamas, a retirada das tropas israelitas, a necessidade de reconstrução e o fluxo de ajuda humanitária para a população devastada pela guerra.

Ao mesmo tempo, Infantino e o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, foram acusados de «cumplicidade em crimes de guerra» e «crimes contra a humanidade no território palestiniano ocupado», numa queixa formal apresentada ao Tribunal Penal Internacional (TPI).